sexta-feira, 30 de março de 2018

"COSTUMES HEBRAICOS"



"COSTUMES HEBRAICOS"

"AS FESTAS DE ISRAEL"

As 3 festas maiores, celebrados anualmente em Israel: Êxodo 23:14; 34:23; Lev 23; Num. 29; Deut. 16.
1. A Páscoa e a do pães asmos à 1. Pesaeh
2. A Festa dos Tabernáculos à 2. Sucót
3. A festa da Sega (Colheita, Semanas, Pentecostes) à 3. Shavuót
Existem outras festas, conforme o ensino Bíblico. Devemos estar as festa de Israel detalhadamente, lembrando que há um observação Bíblica mas também há certas modificações na observação delas entre os israelitas de hoje. Além disso existem certas festas que devem se consideradas como "extra Bíblicas."

"A PÁSCOA CONFORME A BÍBLIA"
A instituição da Páscoa está registrada no livro de Êxodo 12:1-20. Foi instituída no dia 10 de Nisan até dia 14 e no dia 14 a dia 21, observaram a dos pães asmos.
1. Um Cordeiro: Êxodo 12:3-4
Deus lhes deu a ordem para sacrifica e um cordeiro. Um por cada família ou se a família for pequena o cordeiro poderia duas famílias.
2. A Condição do Cordeiro: Êxodo 12:5
  1. Havia de ser macho de anos.
  2. Havia de ser sem defeito.
3. O Cordeiro foi guardado até o dia 14: Êxodo 12:6 parte a.
  1. O Cordeiro havia de ser imolado no crepúsculo da tarde: Êxodo 12:6 parte b.
  2. Os Israelitas haviam de colocar o sangue do cordeiro em ambas as ombreiras e na verga da porta. Êxodo 12:7.
6. Os Israelitas haviam de comer carne assada no fogo, pães asmos, e ervas amargas naquela noite. Êxodo 12:8
7. Outras instruções a cerca de comida e a festa dos pães asmos. Êxodo 12:9-20.
Infelizmente, os israelitas não guardavam a páscoa como foram mandados. A Bíblia registra 5 eventos da observação da páscoa:
  1. No Egito quando a festa foi instituída Êxodo 12:1-20.
  2. Observada por Salmão II Crônicas 8:12-13.
  3. Observada por Ezequias II Crônicas 30.
  4. Observada por Josias II Reis 23:21-23 cf. II Crô. 35:1-19.
  5. Observada pelo Messias, Jesus Cristo Lucas 22:1-20; Mateus 26:17-19.
  6. Cristo é a nossa Páscoa I Coríntios 5:7-8.

"A OBSERVAÇÃO DA PÁSCOA DE HOJE EM DIA"
Houve tantas modificações na observação dessa festa que tecnicamente falando os israelitas não observando a páscoa e sim a festa dos pães amos. Até que eles observam a festa no dia 15 até 22 de Nisan. A festa é celebrada por 8 dias.
Israelitas usam um livrinho que contém a ordem de serviço que deve ser observada na noite de páscoa, chama-se "HAGGADAH SHEL PESSACH" (A NARRATIVA DA HISTÓRIA DA PÁSCOA). Para Israel é a história ou declaração da sua independência. Este, "Culto em Casa" chama-se o "SEDER" . (Ordem de serviço).
O festival de páscoa (pesach) começa na véspera de 15 de Nisan (Abril) e dura 8 dias.
Na noite do dia 14 o chefe da família faz uma procura diligente na casa com uma vela na mão. Está a procura de "chametz" (levedura) porque não é licito Ter leveduras na casa durante esses 8 dias. Essa procura chama-se "Bedikat Chamatz". De fato, a senhora da casa fez uma limpeza espiritual durante o mesmo dia e a casa é muito limpa. Porém, ela deixou de propósito alguns miolos de pão para ele achar. Os miolos de pão são embrulhados e queimados na manhã seguinte. Essa cerimônia é chamada de "Biur Chametz". Ele era depois pedindo que Deus lhe perdoe se houver uma levedura que não foi achada.
Tecnicamente falando não é licito nem possuir alguma levedura durante pesach não só simplesmente limpar a casa. Então, judeus piedosos que são donos de lojas que vendem produtos de leveduras devem desembaraçar-se delas. Por isso inventaram uma cerimônia chamada: "Meekirat Chametz". (A venda de levedura). O judeu piedoso deve vender sua possessão de leveduras para um gentio. A transação é feita na presença de um rabino, geralmente, mas a possessão !devolvida depois do Pesach.
Na noite de páscoa, o pai volta da sinagoga para sua casa decorada para a festa. A família está vestida com a sua melhor roupa. A mesa está preparada em todos os símbolos tradicionais de pesach. A casa é bem iluminada para comemorar o fato que as casas dos seus antepassados tinham luz enquanto as dos egípcios estavam em trevas durante a nona praga. Êxodo 10:21-23.

"OS SÍMBOLOS NA MESA"
  1. O Copo de Água Salgada: simboliza o Mar Vermelho e também as lágrimas dos seus antepassados quando eram escravos.
  2. Os Três Matzos: (pães asmos) cobertos com uma toalha branca, Lembrando aos pães asmos originais.
  3. 4 Copos de Vinho Vermelho: simboliza o sangue do cordeiro.
  4. O Copo de Elias: Um copo de vinho é reservado para o profeta Elias. Também uma cadeira e a porta aberta para sua vinda. Existe uma tradição rabinica que Moisés virá na noite de Pesach. Isto simboliza a esperança dos Israelitas. Será que ele virá nesta noite? Tomará o vinho? Anunciará a chegada do Messias?
"OS SÍMBOLOS NO PRATO DE PESACH"
  1. Um ovo: (o ovo cozido simboliza o sacrifício do cordeiro inteiro sem quebrar um osso do cordeiro).
  2. Um osso: (simbolizando o cordeiro que não pode sacrificar sem o templo).
  3. Charoseth: (uma mistura de maçã moída, nozes e vinho) simboliza a mistura usada para fazer os tijolos para Faraó.
  4. As amargas: (ervas amargas significa geralmente vida amarga no Egito).
  5. Os verdes: (provavelmente significa rábano silvestre). (rabanete silvestre).
O Sábado antes da páscoa chama-se "os sábados há-gadel" ou "o grande sábado".
Os israelitas tem um culto em casa chamado "O Seder" (ordem de serviço) que já tinha mencionado. O seder se encontra no livro "Haggadah Shel Pesach". A ordem de serviço é o seguinte:
1. Benção 5. Recitar 9. Combinar 13. Louvar
2. Lavar 6. Lavar 10. Preparar a mesa
3. Salsa 7. Benção da Matzah 11. Aphikomem
4. Dividir 8. Amargas 12. Benção.
Explicação do Seder
    1. Kaddesh: (Oração de Santificação). Encher um copo de vinho (da redenção) "Abençoados és Tu, Jeová, nosso Deus, Rei do Universo, que criou o fruto da videira. Abençoado és Tu, ó Jeová, nosso Deus, que escolheste nos de entre todos os povos, e nos exaltastes de todas as línguas e nos santificaste com teu mandamentos, etc... Abençoado és Tu, Abençoados és Tu, Jeová, nosso Deus, Rei do Universo, porque preservaste vivos e nos sustentaste e nos trouxeste até está época de férias". (Então todos tomam o primeiro copo de vinho).
  1. Rachtza: (Lavagem das Mãos). Para qualificá-lo como sacerdote da ocasião, o chefe da família veste-se de um "Kittel" (um manto) e um "yarmulkeh". Depois ele reclina num leito preparado.
  2. Carpas: (Salsa, os Verdes). Salsa é distribuída entre os participantes. O chefe
    Pronuncia uma benção e mergulha a salsa na água salgada. Isto representa o "hissope" que foi mergulhado no sangue e depois colocado na porta em Egito.
  1. Yachatz: (Divisão). O Chefe divide "Matzah" no meio e embrulha uma parte escondendo-a debaixo de uma almofada. O outro pedaço é colocado de novo na mesa. O pedaço escondido chama-se "Aphikomem". E é considerado precioso. Todos ficam em pé, seguram o prato de "Matzah" e recitam: "Isto é o pão da aflição que nossos pais comeram no Egito. Deixem todos os que tem fome entrar e comer e os que estão em falta, entram para celebrar a páscoa. Hoje estamos celebrando-a em Jerusalém. Este ano, somos servos, no ano que vem, seremos livres na terra de Israel."
5. Maggid: (Recital de Ação de Graças). Recitem, Então, os milagres e as bênçãos que Deus fez no Egito quando os libertou. Orem para proteção no futuro e também que Deus os vingues. A Haggadah (narrativa) começa com quatro perguntas pelo membro mais moço da família.
Introdução: "Como é que esta noite é diferente do que todas as outras?"
  1. Em todas as outras noites podemos comer pão levado (fermento) mas hoje a noite comemos só Matzah (pão asmo). Porque?
  2. Em todas as outras noites podemos comer qualquer tipo de ervas. Hoje a noite só ervas amargas. Porque?
  3. Em todas as outras noites, nem mergulhamos os verdes nenhuma vez. Hoje a noite até duas vezes. Porque?
  4. Em todas as outras noites, jantamos ou assentados ou reclinados mas hoje a noite todos jantam reclinados. Porque?
    O Pai responde: "Éramos escravos no Egito... e ele relata a narrativa toda conforme o ensino de Torá (Ex. 13:8), exigindo uma aplicação pessoal da redenção, ele tem que louvar a Deus como se fosse a sua própria redenção do Egito. Entoam Salmos 113 e 114. (os copos de vinho são enchidos de novo e todos bebem).
  1. Rachtza: (Lavagem das Mãos). Todos as lavam agora e a benção é pronunciada sobre a Matzah.
  2. Motze-Natzah: (quebrar a Matzah). O chefe da família quebra a distribui pedaços de Matzah a todos.
  3. Maror: (ervas amargas). Cada pessoa recebe uma erva amarga que é então mergulhada no Charoseth e comida.
  4. Korach: (colocar o rábano silvestre). Todos colam dois pedaços de rábano silvestre entre Matzoth e mergulham-no na Charoseth, todos dizendo: "Em memória de Hillel porque este famoso rabino o fez para cumprir". Ex. 12:8. Talvez fosse isto que Judas Iscariotes fez na noite em que traiu o Messias (Mat. 26:24-25 cf. João 13:30).
  5. Shulchan Aruch: (preparação da mesa). A mesa é preparada para jantar. Tradicionalmente servem peixe, sopa, frango, etc... Torna-se uma festa de alegria em fim.
  6. Tzafon: (escondido). No fim de Seder, uma criança procura o "aphikomen" que foi escondido antes. A criança que o encontra recebe um presente. Os Hebreus Cristãos vêem nisto, algo interessante. Para eles, os Matzoth representam a trindade. O pedaço no meio que é quebrado e escondido representa "O Filho de Deus, o Messias, cortado da terra (Daniel 9:26) escondido por enquanto e que há de voltar! Todos tem que comer aphikomen". (Todos bebem do terceiro copo de vinho) cf. Mat. 26:26-29.
  7. Berech: (A Benção de Graça). A graça é pronunciada depois de jantar e todos que lavar as mãos de novo e beber o terceiro copo (agora como está escrito em cima). Enchem, então o quarto copo de vinho que significa que há de vir. Neste momento, o filho mais velho deixe seu lugar para abrir a porta para Elias.
  8. Hallel: (Louvor). Cantam os Salmos 115 a 118. O Chefe da família ora dizendo: "Ó Deus de Abraão, Isaque e Jacó, quanto estamos pela sua promessa. Nós Te imploramos agora, mandou o Seu Ungido, O Filho de Davi. Tenha misericórdia sobre o Teu povo Israel. Recolha-nos conforme a Tua palavra e seremos o Teu povo, ficaremos satisfeitos como nos tempos antigos. Eis que tudo está pronto".
(Uns momentos de silêncio... Todos esperando Elias).
Finalmente, a porta e fechada e o pai fala mais uma vez: "Até quando ó Deus, ficarás sempre bravo conosco? Quando tornarás a Ter misericórdia para conosco e nos restaurarás no Seu favor? Estamos sofrendo. Estamos espalhados entre os pagãs". Eles nos zombam dizendo: "Onde está o seu Deus? Onde está as promessas da sua vida?". Quase desanimamos mas estamos aguardando. Somos esquecidos e quase mortos mas temos confiança ainda. O Senhor, nosso Deus, que possa Te agradar par nos escolher logo, logo e nos restaurar no seu favor. Pelo menos, no ano que vem, permite que nós celebremos a páscoa em Jerusalém, Sua cidade. Bebem o quarto copo de vinho. O Seder termina com todos cantando "Chad Gadya" .
Explicação do Chad Gadya: (Um Cabrito Só)
Chad Gadya: é um corinho escrito na última pagina de Haggadah Shel Pesach. Mas o corinho tem um significado especial.
O Pai Celeste comprou um cabrito (Israel) com o sangue de circuncisão e o sangue da páscoa (o cordeiro).
O cabrito foi engolido pelo gato (Egito) que foi então conquistado pelo cachorro (Babilônia) que então foi conquistado pelo pedaço de pau (Mede Pérsia) e depois o fogo (Alexandre-Grécia) queimou o pau. Depois a água (Roma) apagou o fogo, tornando-se um império mundial. Mas o boi (os sarracenos) bebeu a água e então, foi morto pelo carneiro (cruzadas religiosas) que então foi pegado pelo anjo da morte (os turcos) e finalmente a relâmpago (Deus) acaba com o anjo da morte e salva o cabrito.

"PÁSCOA E A SANTA CEIA DO SENHOR"
Mat. 26:17-30; Mar. 14:12-16; Luc. 22:7-23; I Cor. 11:23-29; João 13.
Nos ensinam que a Santa Ceia foi instituída na noite da Páscoa pelo Messias de Israel, o Senhor Jesus Cristo. Aparentemente, Jesus estava ensinando a seu discípulos que a Santa Ceia ia tomas lugar da Páscoa e que Ele mesmo desde então o Senhor Jesus é a nossa (dos filhos de Deus) Páscoa. I Cor. 5:7.
Jesus observou a Páscoa exatamente do jeito que acabamos de estudar, mas quando Ele se levantou para partir a Matzah (aphikomen) e distribui-los aos discípulos, então, Ele instruiu a Santa Ceia dizendo que o pão representava o seu corpo, e mais tarde o vinho, o seu sangue.
  1. Páscoa comemora a redenção física do Egito.
  2. A Santa Ceia comemora a redenção espiritual do pecado.
  1. Páscoa foi observada anualmente.
  2. A Santa Ceia é observada livremente
Existem doutrinas falsas em relação a observação da Santa Ceia. Por exemplo: o concílio de Trento inventou a doutrina de transubstanciação (que os elementos, o pão e o vinho tornem-se no corpo e no sangue de Cristo).
Os luteranos e outros defendem a tese de consubstanciação (que a presença espiritual de Cristo acompanha os clementes).
Mas conforme a Bíblia os elementos apenas representam ou simbolizam o corpo e o sangue de Jesus. Nós mostramos Sua morte até que Ele venha, é simplesmente em memória de Dele.
  1. Páscoa foi dada a Israel como uma festa a ser observada perpetuamente. Êxodo12:14; Lev. 23:14 etc...
  2. A Santa Ceia foi dada a Igreja até que o Senhor volte. I Cor. 11:26.
"O CORDEIRO DA PÁSCOA É O TIPO DO CORDEIRO DE DEUS (CRISTO)".
  1. O cordeiro havia de ser sem mancha, guardado 4 dias (Ex. 12:5-6 cf. João 8:46; 18:38).
  2. O cordeiro assim provado foi sacrificado (Ex. 12:6 cf. João 12:24; Heb 9:22).
  3. O sangue do cordeiro havia de ser aplicado (Ex. 12:7 cf. João 3:36).
  4. O sangue do cordeiro pela fé (mais nada) evitou julgamento (Ex. 12:13 cf. I João 1:7). O sangue na porta foi o suficiente.
  5. A festa de Páscoa tipificou Cristo como Pão da Vida cf. A Santa Ceia. (Mat. 26:26-28 ; I Cor. 11:23-26).

(SHAVUÓT)
"A FESTA DAS SEMANS"
As três principais festa de Israel são a da Páscoa, de Shavuót e a de Succoth. Realmente houve sete festas observadas anualmente mas estas três eram as maiores. As três principais são mencionadas em Êxodo23:14-19, e essas peregrinações são mencionadas com mais detalhes em Lev. 23 e Deut. 16.
Tecnicamente falando as três são:
  1. A Festa de Pães Asmos Êxodo 23:15 cf. Êxodo 12:14-20.
  2. A Festa da Sega Êxodo 23:16 cf. Deut. 16:9-12 Lev. 23:15-16.
  3. A Festa da Colheita Êxodo 23:16 (parte b) cf. Deut 16:16-17 (3 vezes).
Conforme a Torá, há 7 festas fixas Lev. 23:2-4. São:
  1. A festa da Páscoa Lev. 23:5.
  2. A Festa de Pães Asmos Lev. 23:6.
  3. A Festa do Feixe das Primícias Lev. 23:10
  4. 4. A Festa do Pentecostes Lev. 23:15-16.
  5. A Festa de Trombetas Lev. 23:24.
  6. O Dia da Expiação Lev. 23:27.
  7. A Festa do tabernáculo Lev. 23:34.
A Festa de Shavuót no livro de orações dos judeus é intitulado "Z?man Maçan Toracenu." (A época em que foi dada a Lei). Regozijo da Lei.
Querendo ligar essa festa com algum evento histórico, como é no caso da páscoa, os israelitas dizem que a Lei de Moisés foi dada no dia de pentecostes. Mas a pergunta é: Se realmente foi dada a Lei de Deus neste dia? E como é que eles chegaram a essa conclusão?
Em Êxodo, capítulo 12 nós lemos que o povo saiu do Egito no dia 14 de Abril. (1 mês).
Em Êxodo, capítulo 19 vemos que os israelitas chegaram ao Monte Sinai no 1 de Junho. (3 mês).
Em Êxodo, capítulo 19 mais a diante, aprendemos que o povo israelita tinha de passar 3 dias ao pé do monte, preparando-se para o que ia acontecer.
A Lei foi dada só depois de passado todo este tempo.
Os israelitas viajaram dezesseis dias durante o primeiro mês, e vinte e nove no segundo, com mais um dia no terceiro, e passaram três dias esperando em preparativos. Somando estas cifras, chegamos ao total de quarenta e nove dias, o tempo que passou desde a saída do povo de Israel do Egito até no dia anterior a recepção da Lei. Assim no qüinquagésimo dia após a Páscoa, no próprio dia de Pentecostes o povo escolhido recebeu os 10 mandamentos. (50 dias depois do segundo dia de Páscoa).
Alguns costumes observados em relação a Shavuót são:
  1. É costume comer os lacticínios no 1 dia de Shavuót porque Ex. 23:19 diz as primícias dos primeiros frutos da terra trarão á casa de Senhor teu Deus e sem interrupção prossegue Dizendo: "não cozerás o cabrito no leite de sua mão. Outra razão dada é: quando pais voltaram as sua tendas depois de terem recebido a lei, estavam com fome e não agüentavam esperar até que fosse preparada uma refeição e carne e portanto se satisfizeram comendo dos lacticínios que estavam a mão."
  2. É costume ler o livro de Rute nas sinagogas porque a história dela realizou-se nas épocas segas do trigo e cevada. E porque Rute, de vontade Livre, tomou si o julgo de Torá. E finalmente porque Rute veio a ser a avó do Rei Davi e este conforme a tradição judaica , faleceu no dia da festa do Shavuót.
Pois bem! Desde que é o aniversário da Lei é então, como já disse, consideração o nascimento de Judaísmo. Pentecostes só 50 dias após páscoa.
Passaram 1500 anos depois da celebração da primeira Páscoa e a primeira Festa de Semanas ou Pentecostes. Profetas pregaram e escreveram falando sobre o Messias que viria para redimir Israel. Finalmente o Messias veio! Ensinava, pregava, curava, foi rejeitado e crucificado. Morreu e foi sepultado e ressuscitou! Mandou que seus discípulos esperassem até a promessa do Pai. Eles esperaram desde a Páscoa até Pentecostes e no qüinquagésimo dia estava reunidos num lugar quando de repente veio do céu um como de um vento impetuoso, encheu toda a casa onde estavam. Todos foram batizados e cheios do Espirito Santo.
A Igreja de Cristo, nasceu! O seu aniversário? É no dia de Pentecostes!

SUCCOT
(A FESTA DOS TABERNÁCULOS)
Referencias na Bíblia:
Êxodo 23:16 parte (b); Deut. 16:13-15 e 17; Lev. 23:33-34.
Conforme a Bíblia a festa foi observada durante 7 dias. 15 de Tishri (Set-Out) à dia 22.
O primeiro dia, era o dia de santa convocação (dia de descanso).
Ofereceram sacrifícios todos os dias (a tradição rabinica diz que sacrificaram 13 sacrifícios no primeiro dia, 12 no segundo etc. ... 7 no 7º dia e a soma é de 70 para todas as nações).
Ofertas queimadas no oitavo dia.
Frutos das árvores.
Ramos de palmeiras (lulevim).
Habitaram em tendas de ramos 7 dias, (para lembrar que os pais assim fizeram).
Enfim era uma festa memorial e ação de graças para o fruto recolhido.
A Festa hoje em dia:
  1. Começa no dia 15 de Tishri.
  2. Observada pelos ortodoxos e conservadores por 9 dias. Adicionaram o nono dia porque a festa mudou o seu caráter. Comemoram no fim dela "Simchat Torá", regozijo por Ter recebido a Lei Mosaica.
  3. Observada em Israel e pelos reformados por 8 dias.
  4. A festa é a considerada a mais alegre de todas. Os rabinos dizem: "quem nunca viu Jerusalém na época dessa festa não sabe o que significa regozijar mesmo." (Eles bebem, cantam, dançam regozijam). Ë um festival de outono. Depois da ceifa realiza-se essa festa dando graças a Deus por tudo que foi ceifado e oram que Deus lhes de chuva o ano que vem.
  5. A festa tinha vários nomes:
    Chag Há-osif Festival da colheita. Lev. 23:29.
    Chag Há-succot Festival de tendas de ramos. Lev 23:42-43.
    Chag Adonai Festival de Deus. Lev. 23:39.
    HeeHag O Festival. João 7:37.
  1. A festa tinha o caráter agrícola, mas hoje em dia é mais ligada com a Lei e a Torá.
  2. Símbolos usados na festas: As tendas de ramos (saduceus, fariseu), o lilvou (fariseu), o cthrog ! símbolo da terra prometida (saduceus e fariseus), o cântaro de água usado pelo sacerdote.
  3. Aplicação profética: Israel durante o milênio, recolhida e restaurada observará a Festa dos Tabernáculos. De fato, todas as nações serão obrigadas a observá-la. (Zacarias 14:16-21).

"O DIA DA EXPIAÇÃO"
Lev. 23:26-32 cf. Heb. 9:1-16 e Lev. 16:1-34.
Levíticos 23 trata o dia em relação ao povo, enquanto Levíticos 16 nos dá os detalhes em relação ao sacerdote e os sacrifícios.
Conforme a Bíblia:
  1. Dia 10 de Tishri (o sétimo mês, Setembro) é o dia da expiação.
  2. Tereis Santa convocação.
  3. Afligireis as vossas almas.
  4. Trareis ofertas queimadas ao Senhor.
  5. Nenhuma obra fareis.
  6. Toda alma que não afligir será eliminada.
  7. Quem fizer alguma obra, será destruído por Deus.
  8. Sábado de descanso solene será, aos nove do mês, duma tarde a outra, celebrareis o vosso Sábado.
Hoje em dia:
Yom Kippur (o dia da expiação) ao por do sol no dia 9 de Tishri até ao por do sol do dia 10, a maioria dos judeus, entra na sinagoga. Até os que freqüentam regularmente, porque consideram Yom Kippur, o dia de julgamento, o dia de prestar contas com Deus. Estão buscando perdão através de arrependimento.
Yom Kippur é o décimo dia depois de "Rosh Hashanah" (o ano novo). Estes 10 dias são chamados, "Dias de reverencia de grande medo, ou os 10 dias de arrependimento".
Na tarde de 1 de Tishri (Rosh Hashanah) judeus em toda parte congregam-se perto de rios córregos, e até à beira do mar para observar o ritual de lançar todos os seus pecados nas profundezas do mar. A cerimonia chama-se "Tasblikh" que significa "todos os seus pecados".
Desde que os judeus não tem o seu templo, nem sacerdócio, nem sacrifícios, devem substituir algo para fazer expiação dos pecados. Os rabinos ensinam que Deus aceita:
  1. Arrependimento que implica restituição.
  2. Oração (Slihoth, orações a meia noite pedindo perdão).
  3. Caridade.
  4. Jejum (todos fazem jejum de 13 anos para cima).
  5. Sofrimentos (a grande matança dos judeus basta para todos).
  6. Malkoth (39 açoites).
  7. Sua própria morte (Salmo 116:15).
  8. O estudo de Torá ou Talmud.
Tudo isso será aceito em vez de um sacrifício. Mas, até hoje, alguns ortodoxos na Europa e outros países, sentindo a necessidade do sacrifício, lembrando que não há remissão dos pecados sem derramarem sangue. Lev. 17:11. Observem a cerimônia de "Kapporoth" (sacrifício de expiação). O homem tem que sacrificar um galo e a mulher tem que sacrificar uma galinha.
No dia de Yom Kippur, os judeus tem uma boa refeição na tarde antes do por do sol porque vão jejuar por 24 horas. Ao por do sol, na sinagoga, o cantor (chazan) vestido de branco e com dois membros da congregação em cada lado
Dirige-se dizendo: "Pela autoridade do coorte celestial e pela autoridade do coorte na terra, na presença do Onipresente e na presença desta congregação, oremos com todos os transgressores".
Então, o cantor entoa a oração mais solene de todas: chama-se "O KOL NIDRE" (todos os juramentos ou votos).
"Todos os votos, compromissos, juramentos, devoções, promessas, penalidades e obrigações pelas quais nós temos vontade, jurado, votado e lançado desde este dia da expiação até o próximo dia da expiação sejam par o nosso bem, estamos arrependidos de tudo e que todos sejam ab-rogados e anulados. Nenhum deles tem mais poder sobre nós. Nossos votos não serão considerados votos, nem juramentos como juramentos."
Essa oração de Kol Nidre que absolve o judeu que falhou cumprir os seus votos é muito criticada. É natural porque os críticos dizem seria tolice fazer um negócio com judeus que poderiam ser absolvidos de todos os juramentos no dia da expiação.
Mas realmente, os judeus não estão querendo fugir de seus compromissos. Estão simplesmente expressando a sua incapacidade de cumprir todos os seus votos e compromissos. Quer dizer, na opinião deles, ninguém pode pensar, no dia da expiação, que já cumpriu e que Deus é obrigado a aceitá-lo. Também , uma cerimonia religiosa, não tem nada a ver com a Lei civil e um judeus não pode fugir um contrato legal sem enfrentar as conseqüências da lei.
Até os judeus dizem: "Yom Kippur faz expiação das transgressões cometidas contra Deus. Yom Kippur, não faz expiação para um homem que pecou contra outro, se não houver restituição. Tem que acertar as contas com aquele que sofreu primeiro ou não receberá o perdão de Deus."
Os cabalistas escreveram: "a oração daquele que tem ódio contra outro não será atendida , nem no dia de Yom Kippur." Dizem mais: "por causa da inimizade e ódio em nossos corações estamos impedindo a vinda do Messias. Somos perseguidos por nossas iniqüidades e por isso cada dia tornam-se piores do que os outros. Até nações sabem que existem divergências e divisões entre nós. Somos um povo só, com uma só língua. Devemos ser unidos especialmente porque moramos entre inimigos. Porque que deveríamos odiar até os nossos?
"Que Deus faça uma expiação para nós renovando o nosso coração de pedra, renovando o nosso espirito e tirando o nosso ódio, até que seremos mais uma vez unidos em nossa terra!"
É um costume entre certos judeus praticar imersão na véspera de Yom Kippur. Fazendo Teshuvah (arrependimento), faz a limpeza por dentro mas observando a imersão, ou um banho ritual faz a limpeza por fira. Isa. 1:16.
A Talmud comentando sobre o versículo que diz que "naquele dia afligireis as vossas almas..." ensina que existe 5 aflições para serem observadas pelo povo:
  1. É proibido comer ou beber.
  2. É proibido tomar banho.
  3. É proibido ungir-se.
  4. É proibido usar sapatos.
  5. É proibido Ter relações sexuais.
As 5 aflições correspondem aos 5 livros de Moisés (A Torá) que foram completados naquele dias e correspondem, também aos 5 sentidos pelos quais nós guardamos os mandamentos ou transgredimos.
A idéia é que a alma deve ser afligida até não sentir-se em casa no corpo. Justamente porque a alma tem 5 nomes:
  1. Alma.
  2. Vento.
  3. Espírito.
  4. O único.
  5. O vivente
Há 5 aflições para remover a corporalidade.
Os comentários da Talmud tinham um dificuldade em reconciliar como uma confissão que consiste em apenas palavras poderia ab-rogar um ato pecaminoso. Mas os rabinos resolveram o problema dizendo que quando um homem fizer "Teshuvah" que é (arrependimento e confissão), então, Deus através da sua confissão fará-lhes uma nova criatura! Então, ele não é aquela criatura pecaminosa que transgrediu!

"YOM KIPPUR"
"O Sábado dos Sábados"
Lev. 16:1-34
Deus avisou Moisés que Arão, o sumo sacerdote, não pudesse entrar no santuário ! dentro do véu , senão uma vez por ano só, no dia 10 de Tishri, para sacrificar para ele mesmo, sua casa, para o lugar santo, para o tabernáculo da congregação, para o altar e para o povo de Israel. Levaria a pena de morte se entra-se noutro templo.
Os sacrifícios.
O sacerdote entrou com:
  1. um novilho (oferta para pecado). Lev. 16:3.
  2. Um carneiro (oferta para holocausto).
O sacerdote foi vestido com vestes sagradas: Lev. 16:4
  1. Uma túnica de linho.
  2. Calças de linho.
  3. Cinto de linho.
  4. A nitra de linho.
A congregação trouxe:
  1. Um bode para o Senho (oferta para pecado). Lev. 16:5.
  2. Um bode emissário.
  3. Um carneiro. (oferta para holocausto).
O sumo sacerdote depois de:
  1. Sacrificar para si mesmo, um novilho e para sua casa.
  2. Tomou os dois bodes e pus perante o Senhor na porta da tenta da congregação. Lev. 16:7.
  3. Lançou sorte sobre os bodes. Lev. 16:8
  1. uma para o Senhor
  2. outra para o bode emissário.
  1. Sacrificou o bode sobre o qual caiu a sorte do Senhor.
  2. Apresentou outro bode perante o Senhor para fazer expiação por meio dele e o enviou ao deserto como bode emissário.
Tipologia do Dia da Expiação:
  1. O Sumo Sacerdote.
  2. Os dois bodes
Tudo tipificou a obra da redenção pelo Senhor Jesus:
  1. Tudo foi feito pelo sumo sacerdote sozinho, não pelo povo. O povo havia apenas de trazer o sacrifício. Heb. 1:3; Mat. 26:47-50; Mat. 27:24-25.
  2. O bode sacrificado representava Cristo no aspecto da sua morte que vindica a santidade e a justiça de Deus que exige a penalidade de pecado através da Lei. Rom. 3:24-26.
  3. O bode solto tipifica aquele aspecto da obra de Cristo e da redenção que leva embora os nossos pecados, tirando-os de uma vez por todas. Heb. 9:26; Rom. 8:33-34.
  4. O sumo sacerdote entrando no Santo dos Santos tipificava, Cristo entrando nos céus com seu próprio sangue por nós. Agora, o trono do julgamento é o torno de graça aos crentes verdadeiros. Hebr. 9:11-12; 4:16.
  5. Os sacerdotes do N.T. tem o que Israel nunca tinham. A entrada é livre ao torno da graça. O véu foi resgatado; pelo sangue de Cristo podemos entrar no Santo dos Santos com intrepidez. Heb. 10:9-10 e 19-22; 4:14-16; Mat. 27:5.
Os sacrifícios dos animais também tipificam a obra de Cristo:
  1. Eram substitucionárias.
  2. A lei não foi evitada, mas honrada.
  3. O animal havia de ser sem mancha, limpo.
  4. O sacrifício era uma promessa que o pecado seria perdoado e o e teria comunhão com Deus.
  • Cristo foi sacrificado por nós, sua morte era substitucionária e expiatória.
  • Cristo cumpriu a Lei e pagou a penalidade da Lei.
  • Cristo era sem mancha nunca pecou, e é perfeito.
  • Cristo nos dá perdão de uma vez por todas e nos dá comunhão eterna com Deus.
Dispensacionalmente:
Para Israel, como nação o seu sumo sacerdote está dentro do Santo dos Santos.
Quando Jesus voltar, Israel será convertida, perdoada e restaurada de uma vez por Todas!

COSTUMES HEBRAICOS



 "COSTUMES HEBRAICOS"

"A CIRCUNCISÃO"

Como no caso de observar Sábado, muitos povos antigos observaram também o rito de circuncisão. Em sua significação original pode ter sido uma espécie de reconhecimento religioso associado aos poderes da reprodução humana; parece ter servido também de distintivo tribal.
Essa é uma das muitas instâncias do método de Deus apropriar-se de uma prática, já existente, dedicando-a para Seus próprios propósitos. Porque a circuncisão tornou-se uma pedra de toque do judaísmo posterior.
Agora por diante nós vamos considerar a circuncisão só em relação ao povo de Israel. Vamos estudar:
  1. A Historia de Circuncisão.
  2. A Cerimonia de Circuncisão.
  3. O Significado de Circuncisão.
  4. A Pratica de Circuncisão entre os Judeus de Hoje.
  5. A Circuncisão Cristã.
"A HISTÓRIA"
Depois de concerto que Deus fez com Abrão, ele exigiu que todos os descendentes machos de Abrão fossem circuncidados. Era para ser o sinal da aliança entre Deus e Israel. Até os forasteiros entre o povo foram incluídos. Se alguém desobedeceu foi cortado do povo de Deus por ter quebrado a aliança. (Gen. 17:9-14).
O mesmo capítulo registra a obediência de Abrão. Foi circuncidado, melhor circuncidou assim mesmo e o seu filho, Ismael e todos os outros machos na sua casa. Abrão tinha 99 anos e Ismael 13 nos. (Gen. 17:23-27).
No tempo de Moisés, depois da saída do Egito, Deus disse a Moisés que seira obrigatório observar a pessoas em todas as suas gerações. Deus esclareceu que ninguém pode comer a páscoa se não fosse circuncidado. Mas escravos estrangeiros puderam se tinham sido circuncidados. No caso do escravo foi obrigatório mas o estrangeiro que era hóspede havia de escolher, não foi obrigatório. (Êxodo12:42-48).
Lembre-se que o costume de observar o Sábado foi posto ao lado pelos judeus durante a jornada no deserto. A observação de Sábado degenerou. Aconteceu também com o costume de circuncisão. Mas ao entrar na terra prometida, Deus mandou Josué circuncidar todos que não foram circuncidados no deserto. (Josué 5:1-9).
Desde então hoje, os judeus observam o ritual de circuncisão rigidamente. De fato, levaram em contemplo (desprezaram) os que não foram circundados.
Como podemos ver nas atitudes dos:
  1. Pais de Sansão. Juízes 14:3.
  2. Sansão mesmo. Juízes 15:18.
  3. Jonatas. I Samuel 14:6.
  4. Israel em geral.
  5. Israel (Jerusalém). Isaías 52:1.
"Nenhum incircunciso entrará na cidade de santa". Jerusalém no milênio?
Existiam excepções entre o povo judeu. Por causa de perseguições e desprezos, alguns queriam desfazer sua circuncisão, por meio de um operação cirúrgica. Aconteceu sob as perseguições de Antíoco que prefigurou o antiCristo com a abominação de desolação.
Paulo avisou aos Hebreus cristãos para não desfazerem sua circuncisão simplesmente por que tinham aceito Jesus. (I Cor. 7:18-19).
"A CERIMONIA"
A cerimonia em cortar e prepúcio com uma faca ou com uma pedra aguda. Normalmente pertencia ao pai da família fazer mas até uma mulher podia (como no caso da esposa de Moisés quando ele tinha esquecido de circuncidar o seu filho). Êxo.4:24-26 ; Lev. 12:3.
Mas um gentio nunca pode, era de caráter estritamente religioso.
"O SIGNIFICADO"
A corrupção de pecado geralmente manifestou-se com a degeneração na vida sexual . Então a santificação da vida foi simbolizada pela purificação de órgão sexual pela qual vida reproduzida. Deus exigiu pureza entre e seu povo e circuncisão tronou-se o sinal externo da aliança entro Israel e Deus.
Figurativamente falando, circuncisão simboliza a pureza de coração. (Deut. 10:16; 30:6; Lev. 26:41; Jer. 4:4; 9:25; Ezequiel. 44:7).
"ENTRE OS JUDEUS HOJE"
Borith Me?ilah ! o pacto de circuncisão.
O pai da família não a faz hoje. Um homem chamado, o Me?el, especializado faz o rito da circuncisão. A pessoa que segura a criança durante o ritual é chamada o sandek (god-father = padrinho). A criança é colocada numa cadeira especial a cadeira de Elias. A tradição é que assim a criança, será curada mais rápido. Todos ficam em pé durante o ritual. Depois há uma festa em casa. Se realiza ainda no oitavo dia. Por que no oitavo dia? Porque Deus mandou! Sugestões: ligado com o número 7. Sete dias completos, o novo ciclo começou com o oitavo dia e a criança entrou na aliança com Deus. Foi suposto antigamente que a criança não possuía sua experiência própria até no oitavo dia. Pessoalmente, creio que Deus tinha razão no sentido físico e também no sentido espiritual. (oitavo significa coisas novas, vida espiritual etc...). Cientificamente foi provado que no oitavo dia a coagulação é mais rápida.
"CIRCUNCISÃO E A IGREJA"
A epístola aos Gálatas nos revela que alguns judeus seguiam o apóstolo Paulo em suas jornadas missionárias, cuja finalidade era para perverter o evangelho que Paulo pregava e para os novos convertidos sob a lei de Moisés exigindo circuncisão. (Gal. 1:6-7).
Os novos convertidos em Galácia estavam a insidiosa sugestão destes mestres judaizantes. Paulo escreveu a epístola para convence-los da sua emancipação espiritual, e para enfatizar que a fé em Cristo era suficiente para a salvação.
A transição do judaísmo para o cristianismo foi um processo lento. Houve fariseus que creram (Atos 15:5) e alguns desses ensinavam que, antes de um gentio poder tornar-se Cristão, era lhe necessário tornar-se primeiramente judeu, submetendo-se à circuncisão e observando a lei judaica, tanto moral como ritual.
Paulo frisa de modo muito agudo que salvação é pela fé sem lei, sem circuncisão. Ele usa o próprio Abraão, como o crente típico, justificado, pela fé e não pela observação de regra qualquer. (Gal.3:6-9) cf. (Rom. 4:1-14); (Gal. 3:17-19).
Paulo apelou para que eles permanecessem na graça e na liberdade de Cristo. Ou a lei ou Cristo, não os dois. Como um mulher foi desobrigada da lei do seu marido por causa da morte, mesmo assim os crentes em Cristo já tendo morrido relativamente à lei, são desobrigados da lei (Rom. 7:1-6).
A questão foi tanto que foi levada aos apóstolos em Jerusalém. Conclusão: os gentios não têm nada com a lei (crentes). (Atos 15:1-21 e 28-29). Mas até eles não perceberam que nenhum crente (hebreu ou gentio) foi obrigado à lei.
Segundo o N.T. existe uma circuncisão cristã. Todos os crentes já são circuncidados. Foram circuncidados não fisicamente e sim espiritualmente quando arrependeram-se o receberam Jesus como o seu Salvador pessoal (Col. 2:11).
Vejamos o contraste: a circuncisão fisicamente representa o que nos aconteceu. A circuncisão física era um corte na carne: a circuncisão espiritual é da mesma sorte uma operação pela qual é cortada toda a natureza carnal, descrita aqui como o despojamento do corpo da carne. (Col. 2:11 cf. Rom. 6:3-4; I Cor. 12:13). Aconteceu a nossa circuncisão Espiritual quando nos fomos batizados pelo Espírito Santo no corpo de Cristo (salvos). Um símbolo da nossa identificação com Cristo na sua morte, no seu sepultamento e na sua ressurreição é o batismo. (Col. 2:12; Rom. 6:3-4).


quinta-feira, 29 de março de 2018

ESCATOLOGIA





CAP 1 - ESCATOLOGIA

INTRODUÇÃO E AS CHAVES DE INTERPRETAÇÃO

Lição 1
Leitura: I Pe 1.3-12
Versículo para Memorizar: Ap. 19.10, “E eu lancei-me a seus pés para o adorar; mas ele disse-me: Olha não faças tal; sou teu conservo, e de teus irmãos, que têm o testemunho de Jesus. Adora a Deus; porque o testemunho de Jesus é o espírito de profecia.”
Introdução
A palavra “escatologia” significa: [Do gr. eschatos, 'último', 'extremo', 'final' + -logia, discurso, ciência, estudo.] S. f. 1. Doutrina sobre a consumação do tempo e da história. 2. Tratado sobre os fins últimos do homem (Dicionário Aurélio Eletrônico - Século XXI ver. 3.0, nov 1999).
Deus age com ordem, e deseja que façamos tudo decentemente e com ordem (I Co 14.40). Creio ser proveitoso promover algumas chaves importantes para interpretar o que a Bíblia diz sobre o assunto de escatologia. Se mergulhássemos neste assunto sem regra fixa que nos orientássemos, ficaríamos como uma folha seca levada a todo lugar pelo vento (Sl. 1.4; Mt 7.26,27; Ef 4.14), ou seja, ficaríamos instáveis, sem segurança na fé, impossibilitados de ensinar a outros e sem a consolação que essa doutrina traz manejada corretamente (I Ts 4.18, “Portanto, consolai-vos uns aos outros com estas palavras.”). Essa ordem é uma infraestrutura sólida que possibilita o Cristão exercitar os seus sentidos de discernimento e, assim, se aperfeiçoa para toda boa obra (Hb 5.14-6.1; II Tm 3.16-17; I Pe 2.2; Tg 1.25).
Desde que Deus não encobriu muitos fatos da escatologia, os revelando na Sua Palavra, são para nós e os nossos filhos para sempre (Dt 29.29). Essas verdades contidas nas Escrituras estão descobertas para nosso ensino e para nossa consolação (Rm 15.4). Portanto, Deus não nos deu essas verdades eternas para serem interpretadas de qualquer forma (II Pe 1.20). Se a interpretação das verdades da Palavra de Deus gera confusão e insegurança; gera falta de crescimento à imagem de Cristo, ou posiciona a bíblia contra si mesma podemos estar confiantes que tal interpretação não é de Deus (I Co 14.33, “Porque Deus não é Deus de confusão, senão de paz, como em todas as igrejas dos santos.”).
Gostaria de propor sete regras para lembrarmos durante a nossa busca de entendimento sobre a doutrina das “últimas coisas”. Tendo essas chaves para nos nortear, creio que amadureceremos para a glória de Deus.
Sete Chaves de Interpretação da Profecia Bíblica
1. Iluminação do Espírito Santo é Necessária – Jo 16.13-14, “Mas, quando vier aquele Espírito de verdade, Ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de Si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir. Ele Me glorificará, porque há de receber do que é Meu, e vo-lo há de anunciar.” É essencial a obra do Espírito Santo em qualquer estudo bíblico. Como podemos esperar entender a verdade sem O Guia em toda a verdade? Como entendemos as coisas de homem pelo espírito do homem, sabemos exclusivamente as coisas de Deus pelo o Espírito de Deus (I Co 2.11, “Porque, qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o espírito do homem, que nele está? Assim também ninguém sabe as coisas de Deus, senão o Espírito de Deus”). Portanto: “Abre tu os meus olhos, para que veja as maravilhas da tua lei.”, Sl 119.18.
2. Literalidade em Primeiro Lugar – Dt 29.29, “As coisas encobertas pertencem ao SENHOR nosso Deus, porém as reveladas nos pertencem a nós e a nossos filhos para sempre, para que cumpramos todas as palavras desta lei.”; “Certamente o Senhor DEUS não fará coisa alguma, sem ter revelado o seu segredo aos seus servos, os profetas.”, Amós 3.7. O Pastor Davis W. Huckabee comenta no seu livro Estudos em Hermenutica Bíblica, pgs. 24-25 o seguinte:
“A obscuridade deliberada é impensável numa revelação. Mas se essas coisas são assim, então é óbvio que ao dar uma revelação de Sua vontade ao homem, Deus não obscureceria deliberadamente o sentido dela, mas a apresentaria em termos mais claros e necessários para o homem entendê-la. Se fosse de outro jeito, não se poderia fazer com que o homem prestasse contas por conhecê-la, pois até mesmo a lei humana reconhece o princípio onde declara que nenhuma lei obscura tem alguma força obrigatória. Se cremos que a bíblia é a revelação de si mesmo e Sua vontade ao homem, então devemos também crer que ela será expressa em termos que o homem possa entender. E certamente indicam isso as centenas de exemplos em que as Escrituras dizem “Então falou Deus todas estas palavras”, ou “veio a palavra do Senhor”, e outras declarações semelhantes que indicam que o que é entregue é compreensível àqueles a quem é falado.
“Por esse motivo não temos o direito de entender qualquer palavra em qualquer sentido, exceto seu sentido mais natural e comumente aceito, exceto em raras exceções que consideraremos mais tarde neste estudo. Alguém bem disse: “Se o sentido comum de uma palavra faz sentido, então não busque outro sentido”. A tolice de fazer de outro jeito foi mostrada nos primeiros dias da história cristã, pois até hoje o entendimento de muitas pessoas acerca das Escrituras foi arruinado pelas interpretações loucas que certos antigos comentaristas da Bíblia aplicaram às Escrituras. Orígenes (c. 185-254) de Alexandria, um dos tão chamados “Pais da Igreja”, popularizou a espiritualização até mesmo dos textos mais simples e ensinando que eles sempre tinham algum significado misterioso e oculto que não era óbvio ao crente comum. Seu método de descartar até os ensinos mais claros foi seguido por alguns em todas as gerações. É claro, o ego do pregador se sente bajulado se ele puder afirmar ter achado nos textos simples o que não é evidente para ninguém mais, e isso explica, em grande parte, a popularidade de tais meios não bíblicos de lidar com a Bíblia. Um desejo orgulhoso de obter glória para si é sempre uma tentação para qualquer um, inclusive pregadores. Tendo dito isso, deve-se reconhecer que há partes das Escrituras que têm sentidos simbólicos ou representativos, pois o próprio Senhor e seus escritores inspirados às vezes mostram isso. Mas devemos ter o cuidado de não inventar tais interpretações, e principalmente nunca ir atrás de tal modo de interpretação que menospreze o sentido literal do texto.” (D. W. Huckabee, Estudos em Hermenêutica, pg. 24-25, itálicos meus).
Espiritualizando profecia encoberta o seu segredo, mas interpretando-a literalmente faz com que os Seus servos, os profetas, saibam seguramente o significado. Se a interpretação literal não faz bom senso com as outras profecias esclarecidas, pode-se procurar um sentido espiritual, mas somente se a interpretação literal contradiz a verdade que já foi estabelecida por outros versículos. Enfatizo o que o Pastor Huckabee citou: “Se o sentido comum de uma palavra faz sentido, então não busque outro sentido”.
3. Literalidade é provada pelo Cumprimento Literal – Exemplo: Os 3.4-5, “Porque os filhos de Israel ficarão por muitos dias sem rei, e sem príncipe, e sem sacrifício, e sem estátua, e sem éfode ou terafim. Depois tornarão os filhos de Israel, e buscarão ao SENHOR seu Deus, e a Davi, seu rei; e temerão ao SENHOR, e à sua bondade, no fim dos dias.” Da maneira que Deus cumpriu literalmente a maior parte das Suas profecias é uma indicação importante para nós sabermos como serão cumpridas as profecias que ainda restam ser cumpridas no futuro.
Considere as numerosas profecias detalhadas sobre a primeira vinda de Cristo – a cidade, a mãe, quem será o seu precursor, Seu ministério, os resultados deste ministério, a Sua traição por um amigo, o preço exato dessa traição, a maneira da Sua morte, do Seu sepultamento, a ressurreição, e a Sua ascensão. De maneira literal foram cumpridas. Portanto, o cumprimento das profecias sobre a Sua segunda vinda não devem ser menos literais. O citado Oséias 3.4-5 é um exemplo disso. Se a primeira parte desta profecia já foi cumprida literalmente, como poderemos esperar menos literalidade na última parte dela? O cumprimento literal da profecia no versículo quatro justifica a interpretação literal da profecia no versículo cinco.
4. Cumprimento Parcial ou Cumprimento em Duas Fazes é Possível – I Pe 1.11, “Indagando que tempo ou que ocasião de tempo o Espírito de Cristo, que estava neles, indicava, anteriormente testificando os sofrimentos que a Cristo haviam de vir, e a glória que se lhes havia de seguir”.
“Frequentemente as Escrituras proféticas têm cumprimento imediato como também futuro. A declaração do anjo em Lucas 1.31-33 exemplifica isso. Diz: “E eis que em teu ventre conceberás e darás à luz um filho, e pôr-lhe-ás o nome de Jesus. 32 Este será grande, e será chamado filho do Altíssimo; e o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, Seu pai; 33 E reinará eternamente na casa de Jacó, e o Seu reino não terá fim.” Os fatos mencionados neste texto sobre o nascimento de Jesus Cristo foram literalmente verdadeiros (cumpridos comprovadamente), mas não serão universalmente verdadeiros (ou comprovadamente cumpridos) até a segunda vinda quando Ele vem para reinar no trono de Davi. Portanto, a lei de Cumprimento Parcial ou o Cumprimento em Duas Fazes tem que ser reconhecida em algumas porções das Escrituras quando tiver um cumprimento parcial primeiramente, seguido por um cumprimento completo depois.” – Tom Ross, pgs. 18-19, tradução livre.
5. Múltiplas Profecias em Poucos Versículos – Muitas profecias no Velho Testamento ignoram a era entre a primeira e a segunda vinda de Cristo. Como se avistaram dois acontecimentos – neste caso a primeira e segunda vinda de Cristo – sem perceber que teria um espaço de tempo entre elas. Se olharmos as cordilheiras que passam pelo Brasil, veremos os picos das montanhas perto um do outro com os das mais distantes sem ver os vales entre eles. Assim foi com os profetas do Velho Testamento. Viram a primeira vinda e a segunda vinda de Cristo sem perceber a era da igreja. Portanto, o fato que dois eventos estejam profetizados um após o outro não pede o cumprimento sucessivo e imediato dos dois. Exemplo: Mq 5.2-4, “E tu, Belém Efrata, posto que pequena entre os milhares de Judá, de ti me sairá o que governará em Israel, e cujas saídas são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade. Portanto os entregará até ao tempo em que a que está de parto tiver dado à luz; então o restante de seus irmãos voltará aos filhos de Israel. E ele permanecerá, e apascentará ao povo na força do SENHOR, na excelência do nome do SENHOR seu Deus; e eles permanecerão, porque agora será engrandecido até aos fins da terra.” Jesus nasceu em Belém mas o governo literal e a permanência literal de Cristo entre o Seu povo quando Ele literalmente apascentará o Seu povo, ainda não aconteceu. Portanto podem existir múltiplas profecias em poucos versículos.
6. A Época da Igreja Neotestamentária era um Mistério para os do Velho Testamento - I Pe 1.11, “Indagando que tempo ou que ocasião de tempo o Espírito de Cristo, que estava neles, indicava, anteriormente testificando os sofrimentos que a Cristo haviam de vir, e a glória que se lhes havia de seguir.” A era da igreja neotestamentária era comumente oculta aos profetas do Velho Testamento. O foco da maioria das suas profecias aponta a apostasia, restauração e futura glória de Israel somente. A instituição do ajuntamento neotestamentário, seu crescimento e a sua comissão eram vedados aos seus entendimentos. Mas Deus usou o apóstolo Paulo pelo qual abriu esse mistério como diz: Ef 3.9-11 “E demonstrar a todos qual seja a dispensação do mistério, que desde os séculos esteve oculto em Deus, que tudo criou por meio de Jesus Cristo; Para que agora, pela igreja, a multiforme sabedoria de Deus seja conhecida dos principados e potestades nos céus, Segundo o eterno propósito que fez em Cristo Jesus nosso Senhor”. Reconhecendo esse fato entendemos que a igreja do Novo Testamento não é uma continuação do Templo, ou da nação de Israel. São entidades distintas e separadas. O fato que muitas promessas à nação de Israel podem ser aplicadas aos crentes do Novo Testamento não descarta o cumprimento literal delas para com Israel ainda. Não há razão Bíblica de transferir ou cancelar as promessas das profecias feitas à Israel somente por que algumas promessas podem ser aplicadas aos crentes do Novo Testamento. A igreja neotestamentária era um mistério não descoberto aos profetas do Velho Testamento.
7. Cristo é o Espírito da Profecia – Ap 19.10, “E eu lancei-me a seus pés para o adorar; mas ele disse-me: Olha não faças tal; sou teu conservo, e de teus irmãos, que têm o testemunho de Jesus. Adora a Deus; porque o testemunho de Jesus é o espírito de profecia.” Todas as profecias na Palavra de Deus, cumpridas ou não, apontam de alguma forma a Jesus Cristo (I Pe 1.10-11). Portanto qualquer interpretação das profecias escatológicas que não prioriza ou engrandece a glória e soberania de Jesus Cristo deve ser ignorada. Que esta reprovação não seja dirigida a nós: “O néscios, e tardos de coração para crer tudo o que os profetas disseram!”, Lc 24.25. (adaptação do livro: Elementary Eschatology, Pastor Tom Ross).
I Pe 1.13-16, “Portanto, cingindo os lombos do vosso entendimento, sede sóbrios, e esperai inteiramente na graça que se vos ofereceu na revelação de Jesus Cristo; Como filhos obedientes, não vos conformando com as concupiscências que antes havia em vossa ignorância; Mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver; Porquanto está escrito: Sede santos, porque eu sou santo.”
Aplicação: Tendo a Palavra de Deus em nossas mãos, e sabendo que O Autor a deu para ser entendida e deseja que sejamos consolados por ela:
1. Peça que Ele ajude a sua compreensão orando para que o Espírito Santo sonde os vossos corações para que se houver algo não condizente à Verdade, e tendo feito isso, que Ele abra os seus ‘olhos’ para ver as belezas de Cristo (Sl 119.18, “Abre Tu os meus olhos, para que veja as maravilhas da Tua lei.”).
2. Não tema a aproximar-se com as profecias concernentes à escatologia. Deus deseja que seja consolado por elas e tenha a Sua fé firmada para não precisar de se envergonhar, mas confiantes no manejo da Sua Palavra (II Tm 2.15, “Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade.”).
3. Seja sábio e use os seus dias investindo nas atividades que resultem em maior temor a Deus, ou seja, obediência em amor à Sua Palavra (Sl 90.12, “Ensina-nos a contar os nossos dias, de tal maneira que alcancemos corações sábios.”).
4. Não rebele contra as revelações de Cristo, mas submete-se a Ele para a salvação da sua alma (Jo 3.15-19), e maior conformidade à Sua imagem (Rm 8.29). Rejeitar a Palavra e a Verdade que Ela revela é selar a sua própria condenação.
5. Proclame a Palavra de Deus com ousadia e confiança em ter a Verdade divina em suas mãos. Seja dependente da ajuda do Espírito Santo que visa testemunhar de Cristo pela Sua Palavra (Jo 16.13-14). Lembre da promessa do Pai que a Sua palavra prosperará naquilo pelo qual a enviou (Is 55.11, “Assim será a Minha palavra, que sair da Minha boca; ela não voltará para Mim vazia, antes fará o que Me apraz, e prosperará naquilo para que a enviei.”).


ESCATOLOGIA



CAP 2 - ESCATOLOGIA

OS “ÚLTIMOS DIAS”

Lição 2
Leitura: Atos 1.1-10
Versículo para Memorizar: Jo 12.28, “Pai, glorifica o teu nome. Então veio uma voz do céu que dizia: Já o tenho glorificado, e outra vez o glorificarei”
Introdução
Conforme a nossa leitura de hoje percebemos que Jesus não tratava o reino de Deus como algo necessário a ser conversado atrás de portas fechadas. Nos últimos 40 dias que o Salvador ressurrecto e glorificado ficou nessa terra falava “das coisas concernentes ao reino de Deus” (At 1.3). Todavia, quando a teologia e os teólogos querem ir além do que é revelado, é danoso e tolice. Com olhos ainda vendados os discípulos perguntaram algo que muitos indagam ainda hoje, ou seja, “o tempo” deste reino. Todavia, sabendo “o tempo” dos eventos não faria que eles fossem mais espirituais do que outros servos de Deus. Jesus, O Salvador, enfatizava algo melhor, ou seja, o próprio reino e o poder viver uma vida que testemunha de Cristo (At 1.3, 6-8). Esse poder é pelo Espírito Santo no Cristão obediente à Palavra de Deus. Está vivendo esta vida?
É supremamente mais importante conhecer Cristo como O Salvador dos pecadores e buscar a submeter-se a Ele como Senhor, do que poder decifrar os tempos da futura vinda deste Salvador como O Rei Justo. Estando em Cristo é o que determina a sua participação no reino seja qualquer que for o tempo da restauração do reino a Israel. Não contente-se em manejar fatos que para muitos são enigmas. Contenta-se em estar no reino pelo arrependimento e a fé no Rei vindouro, o Senhor e Salvador Jesus.
Conforme Jo 12.28, nosso versículo para a memorização, sabemos que Deus é sempre glorificado pela exaltação a Cristo. Portanto, enquanto procuramos entender os assuntos que englobam a escatologia, o melhor proveito será procurar e perceber a exaltação de Jesus Cristo. O resultado de conhecer melhor essas doutrinas das últimas coisas deve ser Cristãos confortados (I Ts 4.13-18) e ímpios avisados (Lc 13.1-5; Jo 3.36).
Este não é um estudo detalhado de um único livro de profecia do Velho ou do Novo Testamento. Todavia é um estudo das “últimas coisas” apresentadas tanto no livro de Apocalipse quanto em muitos outros livros da Bíblia. Não podemos conhecer o que Deus revelou sobre a escatologia se estudarmos um único livro desde que, como dizem, um em cada vinte e cinco versículos da Bíblia refere-se ao retorno de Cristo (Huckabee, pg. 73).
Esta apresentação não é exaustiva e portanto não responderá todas as perguntas que alguém possa ter sobre a cronologia e os acontecimentos deste vasto assunto. Todavia, espero que seja explicado suficientemente os fatos concernentes aos eventos e aos personagens envolvidos neste assunto para que o inquiridor sério possa manejar as Escrituras corretamente para resolver as suas dúvidas.
Este estudo da Palavra de Deus categorizará os assuntos associados da doutrina das últimas coisas, com um foco pré-tribulacionista e pré-milenário.
O Apocalipse é a revelação de Jesus Cristo (Ap 1.1). Cristo é o espírito da profecia (Ap 19.10). Portanto, seja sábio e abençoado, procure O Cristo revelado nesta profecia.
Na sua procura de fatos sobre escatologia, não são os fatos, mas a edificação, o crescimento na graça e o conhecimento de Jesus Cristo o alvo maior.
Os “Últimos Dias”, e o “Último Dia”
A Sua Marca: “escarnecedores andando segundo as suas próprias concupiscências”.
Não pode ser negado que estamos na era dos “últimos dias”, uma era que começou há uns dois mil anos. Desde pouco antes do ministério publico de Cristo, e continuamente pelos dias de hoje, a marca dos “últimos dias” está evidente. Essa marca é a existência de muitos escarnecedores andando segundo as suas próprias concupiscências (II Pe 3.3).
Podemos identificar em nossos tempos que tais escarnecedores estão desprezando a verdade de uma só fé, ou seja, a salvação única e completamente através de Jesus e este escárnio é difundido pelo pentecostalismo, o catolicismo, o protestantismo, e o adventismo. Os falsos desprezam a verdade da existência de um só batismo, ou seja, pela água e pela autoridade de uma igreja neotestamentária, e este desprezo pelos que promovem o ecumenismo. Os escarnecedores desprezam também a verdade de um só Senhor, e este escárnio é difundido pelas filosofias atuais em todas as suas formas de humanismo (pragmatismo, auto-estima, etc.).
Os “Últimos Dias” segundo os escritores da Bíblia
Alguns dos Seus Acontecimentos
Os profetas do Velho Testamento e os escritores do Novo Testamento falaram dos últimos dias como vários acontecimentos incluindo o tempo da primeira vinda de Jesus à terra (Hb 1.1), o derramamento do Espírito Santo (Jl 2.28-32; At 2.16-21); a inclusão dos gentios na salvação (At 13.39-49; Is 42.1-6; 60.3-5), e o milênio (Mq 4.1-7; Ez 38.16).
O Começo e O Fim Destes “Últimos Dias”
Podemos afirmar que o ministério de João o Batista começou, ou como diz a Bíblia “principiou” essa era com a pregação “Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus.” (Mt 3.2; Mc 1.1-4). Jesus, depois do Seu batismo, pregou a mesma mensagem de João o Batista: “Desde então começou Jesus a pregar, e a dizer: Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus.” (Mt 4.17). O escritor da epístola aos Hebreus se identificou com os “últimos dias” (Hb 1.1,2), como também o apóstolo Paulo (II Tm 3.1-5,13), o apóstolo Pedro (I Pe 1.20), Tiago (Tg 5.1-8), Judas (Jd 18-19), e o amado apóstolo João (I Jo 2.18). Se estes do primeiro século identificaram-se com os “últimos dias”, foi por serem parte desta época.
O fim destes “últimos dias” será marcado por vários acontecimentos. Não terá um “último dia” com somente um acontecimento. Os “últimos dias” apontam a uma época. Alguns destes acontecimentos que acontecerão nesta época serão: a primeira ressurreição, a dos justos (Jo 6.39-40, 44, 54; 11.24); o milênio, aquela era do futuro quando Jesus Cristo receberá de Deus a terra para Seu governo e reinado (Pink e Peak, pg. 10; compara Jo 6.40), e o tempo do julgamento dos ímpios no grande trono branco (Jo 12.48).
Portanto, podemos afirmar que nós somos posicionados entre o começo destes “últimos dias” no tempo de João o Batista e uns dois mil anos mais perto do fim destes “últimos dias” que finalmente culminará no tempo do milênio e nos eventos logo depois.
Aplicação para Os Nossos Dias
II Pe 3.13-18, “Mas nós, segundo a sua promessa, aguardamos novos céus e nova terra, em que habita a justiça. 14 Por isso, amados, aguardando estas coisas, procurai que dele sejais achados imaculados e irrepreensíveis em paz. 15 E tende por salvação a longanimidade de nosso Senhor; como também o nosso amado irmão Paulo vos escreveu, segundo a sabedoria que lhe foi dada; 16 Falando disto, como em todas as suas epístolas, entre as quais há pontos difíceis de entender, que os indoutos e inconstantes torcem, e igualmente as outras Escrituras, para sua própria perdição. 17 Vós, portanto, amados, sabendo isto de antemão, guardai-vos de que, pelo engano dos homens abomináveis, sejais juntamente arrebatados, e descaiais da vossa firmeza; 18 Antes crescei na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo. A ele seja dada a glória, assim agora, como no dia da eternidade. Amém.”
Sendo que estamos na época do fim dos “últimos dias” convém que estejamos prontos para encontrar o nosso Criador e Juiz, Jesus Cristo (Rm 13.13,14). Sejam Salvos! Sejam Santos!
Convém deixar todo o embaraço (impedimentos) e o pecado que tão de perto nos rodeia e olhar para a Nossa Redenção, pois a nossa salvação está agora mais perto de nós do que quando aceitamos a fé (Rm 13.11,12). Persevere!
Convém pregar a Palavra de Deus ativamente pois o tempo de proclamar o Evangelho é agora e pode brevemente ser terminado. Seja povo de oração! Sejam evangelistas!
Hoje temos oportunidades que os nossos antepassados não gozavam tais como: o radio, a imprensa, o telefone, a internet, transporte fácil e rápido .... seja sábio!
Temos mais conhecimento da verdade da Palavra de Deus do que antes. Sejamos ativos e comunicativos!
Pode ser logo que o Noivo venha. Convém que sua noiva esteja pronta. Verifique o seu Óleo (Mt 25.1-13)! Vigiai!
Devemos ser os mais amorosos, obedientes, prestativos, santos e perseverantes do que qualquer Cristão de outras épocas passadas. Estamos mais pertos do fim e do encontro com o Salvador do que todos antes de nós. Não sejam indiferentes, mas zelosos!