domingo, 27 de agosto de 2017

Jesus sem Fronteiras


Culto da Colheita


Não tenho tempo - Marcos 16;15
27/08/2017

Vivamento





IDE




IDE por todo mundo



João 15.14
-Introdução: Você é amigo de Jesus? Ele disse que seus amigos O obedecem. Jesus nos mandou acima de tudo amar a Deus e ao próximo. Mas existem 3 ordens que mostram se amamos a Deus e ao nosso próximo. Estas ordenanças servem de parâmetro para nossas vidas quanto ao que devemos fazer. 
O que Jesus quer de mim?
Vamos refletir sobre estas três ordens de Jesus e aprender se você já obedeceu estes mandamentos:

1- VINDEMateus 11.28 Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei.”
A primeira ordem de Jesus é para vir até Ele. Ele nos chama mesmos que estejamos cansados e sobrecarregados. O amor de Jesus é tão grande que aceita a pessoa como está para então restaurar sua vida.
Quando viemos a Jesus nossa vida estava cheia de cansaço e sobrecarga, mas após receber Jesus somos aliviados com uma nova vida.
Você já veio a Jesus?
O que tem te impedido de vir a Jesus?
Venha para Jesus como está que Ele transformará sua vida.
                        
2- FICAILucas 24.49 E eis que sobre vós envio a promessa do meu Pai: Ficai, porém, na cidade de Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder.”
O segundo imperativo do Mestre é ‘ficai’. Onde? Em Jerusalém que é o lugar da casa de Deus. Este ‘ficai em Jerusalém’ representa a necessidade que os discípulos tiveram de estar juntos em comunhão, de perseverar mesmo diante das tribulações e buscar o poder de Deus. Eles deveriam esperar e orar até que recebessem o poder do Espírito Santo.
Nós precisamos aprender a ser perseverantes. Jesus diz para nós ficarmos, permanecermos em sua casa. Muitos vêem a Jesus, mas não conseguem continuar. Não criam raiz, pois seu coração está com pedras e espinhos (Mateus 13.20-22). Há pessoas que não conseguem ficar e permanecer por que na verdade ainda não vieram e não se converteram.
Você tem sido perseverante?
O que tem te impedido de permanecer na Igreja?
Fique na presença de Deus mesmo diante das provações. Prevaleça!

3- IDEMarcos 16.15 E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda a criatura.”
Depois de VIR a Jesus e de FICAR em sua casa até receber o poder do Espírito Santo, o cristão deve IR.
O ‘ide’ de Jesus significa que devemos sair de onde estamos e não ficar parados apenas dentro da Igreja. Todos os cristãos são chamados para evangelizar e ganhar almas para Deus. Muitos não conseguem ir por que ainda não ficaram o suficiente para serem revestidos do poder de Deus.
A palavra ‘ide’ também pode ser traduzida por ‘indo’[1], ou seja, enquanto você vai e por onde passa, pregue a mensagem do Evangelho.
Você já foi pregar o Evangelho para alguém?
O que tem te impedido de ir e evangelizar?
Vá e pregue a Palavra de Deus por onde você for e a todas as pessoas que ver!

Jesus te diz: Venha, fique e vá!
-CONCLUSÃOMateus 28.18-20
Jesus prometeu estar conosco todos os dias em cada um destes três passos. Se você tem dificuldade de dar um destes passos, peça ajuda Dele.
Para cada fase de nossa vida espiritual há um mandamento de Jesus:
Se você ainda não aceitou a Jesus: VENHA!
Se você já aceitou Jesus, mas ainda não recebeu o poder do Espírito Santo: FICAI!
Se você já está cheio do poder de Deus: IDE!
vir é nossa aceitação de Jesus como Senhor.
ficar é um ato de perseverança com Deus.
ir é o envio do Senhor que nos acompanha.

sábado, 26 de agosto de 2017

Dízimo e o Novo Testamento

Malaquias 3:10, o Dízimo e o Novo Testamento 



Roubará o homem a Deus? Todavia vós me roubais, e dizeis: Em que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas. Com maldição sois amaldiçoados, porque a mim me roubais, sim, toda esta nação. Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim nisto, diz o SENHOR dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma bênção tal até que não haja lugar suficiente para a recolherdes. E por causa de vós repreenderei o devorador, e ele não destruirá os frutos da vossa terra; e a vossa vide no campo não será estéril, diz o SENHOR dos Exércitos.” (Malaquias 3:8-10)
O que a bíblia fala sobre o dízimo? Qual a relação do dízimo com o Novo Testamento? Devemos dar dízimos e ofertas ou só ofertas? Devemos ser dizimistas? E Malaquias 3:10?


Perguntas e Respostas
Estou acostumado a dizimar. Posso continuar ou estarei pecando?
Não há nenhum problema em dar ofertas voluntárias rotineiras e proporcionais a 10% a seu ganho. “Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria.” (2 Coríntios 9:7)
Como igrejas, pastores e missões serão sustentados?
Da mesma forma, com a contribuição generosa e voluntária do povo de Deus que serve somente ao Senhor e não a Mamom.
Mas se você não pregar e ameaçar com as maldições de não dizimar as pessoas não dão.
Então, as pessoas de sua igreja estão fazendo algo que Deus não ama, pois Deus ama aquele que dá com alegria e voluntariedade.
Abraão deu o dízimo antes da lei, então o dízimo está instituído antes da lei.
Abraão também circuncidou-se antes da lei, isso não significa que você o deva fazer também. 
Se eu não dizimar, serei amaldiçoada pelo gafanhoto cortador, o peregrino, o devastador e o devorador de Joel 1:4?
Primeiro, se você é um cristão genuíno, não há mais nenhuma condenação para você (Romanos 8:1), pois Cristo o resgatou de toda maldição (Gálatas 3:13) e você foi adotado por Deus. Isso significa que o Pai está continuamente buscando seu bem, isto é, você ser cada vez mais parecido com Cristo (Romanos 8:28,29) – e não mais parecido com os ricos deste mundo – e nosso Pai tomará até medidas disciplinares para isso, pois Ele o recebe como Filho (Hebreus 12:6). Portanto, isso significa que se o Pai achar melhor ele pode levá-lo a provações econômicas para aprender a ser generoso (2 Coríntios 8:2) e não colocar seu coração nas riquezas (Salmos 62:10).
Eu dei o dízimo e funcionou e conheço testemunho de pessoas que enriqueceram ao dar o dízimo.
Os que entram em sociedades secretas também enriquecem. Isso quer dizer que está certo? Não. Então, esse não é um argumento válido. Além do mais, ofertar a Deus não é uma moeda de troca ou uma barganha, mas um gesto de adoração e amor ao próximo. Se sua intenção ao dizimar ou ofertar é, no fundo, enriquecer, então você não ama a Deus, mas o usa para seus desejos pecaminosos e carnais.

Lição 9: Hedonismo, um perigo do nosso tempo

LIÇÕES BÍBLICAS CPAD
JOVENS
3º Trimestre de 2017
Título: Tempo para todas as coisas — Aproveitando as oportunidades que Deus nos dá
Comentarista: Reynaldo Odilo
Material de apoio gratuito aos professores e alunos de escola dominical que utilizam as revistas da CPAD

Lição 9: Hedonismo, um perigo do nosso tempo
Data: 27 de Agosto de 2017


COMENTÁRIO DA LIÇÃO
INTRODUÇÃO

Uma das sete maravilhas do mundo antigo era o templo da deusa Diana, em Éfeso, lugar para onde afluíam muitas pessoas para participar das famosas orgias da festa da “deusa da volúpia”. A adoração acontecia através de relações sexuais com as prostitutas cultuais. Foi para essa cidade que Paulo foi enviado como missionário (At 19). A certa altura, os comerciantes (que vendiam souvenirs da deusa) revoltaram-se, motivados pela diminuição dos seus lucros, decorrentes da redução das práticas religiosas mundanas, posto que Paulo estava revolucionando a cidade, ao levar muitas pessoas a Cristo (At 19.26). Esse tipo de conflito sempre existirá quando a cosmovisão judaico-cristã for anunciada, posto que traz em seu bojo um forte confronto aos valores sociais, impondo um novo padrão comportamental. Em qualquer ambiente, cristianismo e hedonismo nunca conviverão pacificamente, como também não há paz entre o espírito e a carne (Gl 5.17). [O hedonismo é caracterizado como uma doutrina moral que defende que o único propósito da vida é a busca pelo prazer. É uma doutrina filosófica-moral que teve origem na Grécia, e seu fundador foi Aristipo de Cirene, contemporâneo de Sócrates. Em suas origens, o significado de hedonismo está voltado para a busca egoísta do prazer passageiro e momentâneo, fato que a tornou símbolo de decadência. Porém, o significado original do hedonismo como doutrina é a busca da felicidade. Ela possui dois pontos importantes como base: o prazer e a dor, que segundo Aristipo eram os dois estados da alma. Ele defendia ainda, que independente da origem do prazer a sensação é a mesma, por isso, para se alcançar a felicidade, é preciso aumentar o prazer e diminuir a dor [1]. Paulo em sua terceira viagem missionária, na cidade de Éfeso, encontra uma grande oportunidade para pregação do Evangelho. Éfeso era uma cidade que abraçava a idolatria e o ocultismo (At 19.19), sua economia dependia do forte comércio,porque era rota obrigatório entre o Oriente e o Ocidente, e disto muito se favorecia seus comerciantes. Nela estava erigida uma das sete maravilhas do mundo antigo, o templo da deusa Ártemis (no texto original do Novo Testamento os deuses citados pertencem ao panteão grego, nas nossas traduções utilizamos deuses do panteão latino ou romano equivalente ao grego. Por esta razão, as traduções para o português utilizam o termo Diana (latino) ao invés de Ártemis (grego). O mesmo critério observa-se em relação aos deuses: onde Júpiter (romano) é Zeus (grego); e Mercúrio (romano) é Hermes (grego) (At 14.12). Este magnífico templo à idolatria, era o orgulho da cidade, através do qual, muitos se enriqueciam, vendendo suas imagens, fazendo dessa atividade uma fonte de renda e trabalho (At 19.25). É interessante notar como a idolatria tem sempre origem irreal e obscura. No caso dos efésios, acreditavam que a imagem da deusa Diana havia caído do céu (At 19.35). Isto era o suficiente para convencer a multidão que, naquela pedra havia um poder sobrenatural. Infelizmente, em nossa pátria brasileira, a situação não é diferente hoje [2]. O tempo passa, mas o engano permanece o mesmo. Onde quer que se pregue o Evangelho, incomodaremos o império da idolatria.] Dito isto, vamos pensar maduramente a fé cristã?


I. A CULTURA DO PRAZER


1. O que é o Hedonismo. O hedonismo traduz-se como o jeito de ver a vida em que se prioriza, acima de tudo, sem limites, a satisfação pessoal, buscando, ao mesmo tempo, evitar a dor e o sofrimento. Ele defende o prazer como um fim em si mesmo... o bem supremo. A Bíblia, porém, desmonta essa armadilha ao afirmar que “necessidade padecerá quem ama os prazeres [...]” (Pv 21.17). Assim, quem ama o prazer terá falta de prazer, isto é, necessidade. O grande problema do hedonismo circunscreve-se em divinizar o prazer, transformando-o em um deus ou, quem sabe, em um demônio, que fará de tudo para conseguir seu objetivo. A vida, porém, sabe-se, é cheia de sofrimentos, muitos deles necessários. Somos criaturas caídas, precisamos muitas vezes sofrer para nos separar de nossos hábitos errados, das nossas noções erradas e dos ídolos para os quais vivemos, para que nossos corações sejam livres para amar a Deus. [O grande problema do hedonismo não circunscreve-se em divinizar o prazer, mas sim, está na insaciabilidade da natureza humana, que sempre buscará mais e mais satisfazer suas vontades, acostumada à ideia de que a felicidade decorre do desprezo à ideia de disciplina e auto-controle. O homem precisa viver com equilíbrio, em tudo sendo moderado a fim de que o nome do Senhor seja exaltado mediante suas ações. Aliás, Epicuro não equiparou o termo hedonismo com indulgência desenfreada, como fazemos hoje. Ele instava a moderação e até o asceticismo, com base em que a maioria dos prazeres traz por conseqüência a dor (como beber demais). A principal característica de sua moralidade era que não estava baseada em padrão transcendente do bem; mas em nossa preferência natural por certas sensações. Atualmente, o significado popular de hedonismo é a busca pelo prazer e indiferença moral. Em 1 Timóteo 3.4 Paulo advertiu que nos últimos dias os homens seriam “mais amigos dos prazeres que amigo de Deus”, Certamente estamos nestes dias. Maria Lúcia de Arruda Aranha, em seu livro “Temas de Filosofia”, pensando o termo para as saciedades modernas, escreve: “Em um sentido bem genérico, podemos dizer que a civilização contemporânea é hedonista quando identifica a felicidade com a aquisição de bens de consumo: ter uma bela casa, carro, boas roupas, boa comida, múltiplas experiências sexuais. E, também, na incapacidade de tolerar qualquer desconforto, seja uma simples dor de cabeça, seja o enfrentamento sereno das doenças e da morte.” Discorrendo sobre a doutrina de Hume, afirma David Walter Hamlyn, em sua obra “Uma História da Filosofia Ocidental”: “Dessa maneira, como outros filósofos de seu tempo, Hume tinha uma teoria de sentimentos morais, que se radica na natureza do homem. Hume foi simultaneamente hedonista e utilitarista, no sentido em que considerava prazer e dor como condicionadores de ação e sustentava que nossa estimativa do certo ou errado de uma ação é função da extensão em que acreditamos que tal ação ocasiona felicidade ou prazer.” [3]]
[3] O texto entre aspas foi retirado de: http://www.etimologista.com/2012/02/o-que-e-ser-hedonista.html

2. As origens do Hedonismo. A busca incontrolável pelo prazer, como o objetivo maior da própria vida, que demonstra o caráter vão do homem sem Deus, existe desde os primórdios da humanidade, como se observa nos casos da bigamia de Lameque e Esaú (Gn 4.23; 26.34), da orgia dos idólatras (Êx 32.6), da fornicação coletiva dos judeus (Nm 25.1-3), da insaciabilidade de Salomão (Ec 2.10), etc. Como consequência, o fim de cada um deles não foi bom, pois está escrito que “o homem vão cava o mal” (Pv 16.27). Como pensamento filosófico, entretanto, o hedonismo foi organizado na Grécia, e seu maior arauto foi Aristipo de Cirene (435-335 a.C.). Com o passar do tempo, a teoria hedonista foi absorvida, total ou parcialmente, por outros pensamentos filosóficos, com destaque especial ao epicurismo e ao utilitarismo. Importante dizer, porém, que Deus nunca chancelou a tese que coloca o prazer ou a felicidade como prioridade, motivo pelo qual é possível afirmar que todo hedonista é idólatra, pois elege o prazer como o bem supremo da vida — a mesma coisa que faz o avarento, em relação ao dinheiro —, lugar esse que deve pertencer ao Senhor. [O ser humano, em todas as épocas, aplicou conceitos distintos à felicidade e ao prazer. “O importante é ser feliz”; “Não importa o preço a pagar, o importante é que o prazer seja satisfeito”, dizem. Deste modo, ao longo da História, inúmeras variações foram usadas pelo ser humano para a busca do prazer: o erotismo, a ética, as lutas políticas, as guerras religiosas, etc. Hedonismo é a “filosofia do prazer”. Seu principal representante na Grécia antiga foi Epicuro. Por isso os hedonistas são também chamados epicureus (Durante o período em que permaneceu pregando o evangelho em Atenas, o apóstolo Paulo foi afrontado por alguns filósofos epicureus e estóicos – At 17.18). Essa filosofia é referida rapidamente nas Escrituras, em Rm 16.17 e 18 e em Fp 3.19. Mesmo sem conhecerem o conceito, a humanidade sempre buscou o prazer por vias erradas.]
3. As consequências do Hedonismo. A vida do hedonista é vazia de significado. Salomão, depois de prometer a si mesmo “gozar o prazer” (Ec 2.1), satisfazer a concupiscência dos olhos e realizar seus desejos mais secretos (Ec 2.10); olhou para as obras de suas mãos e “eis que tudo era vaidade e aflição de espírito e que proveito nenhum havia debaixo do sol” (Ec 2.11). Se for verdade que tudo que ocupa o lugar de Deus é um ídolo, então é certo que Salomão idolatrou o prazer, por algum tempo. Que grande desilusão! Ademais, não fosse suficiente o sofrimento decorrente dessa crise existencial, o sábio Salomão arrematou tristemente que “por tudo o dinheiro responde” (Ec 10.19) e, por fim, abandonando a sabedoria,tornou-se idólatra de deuses estranhos pela influência de mulheres que supostamente lhe davam prazer (1Rs 11.1-8). O suprassumo da vida é começar bem e, com Deus, terminar melhor, sem nunca se voltar aos paradigmas que regem o sistema corrompido deste mundo. [As consequências maiores são trágicas: violências sexuais, estupros, prostituição infantil, concubinato substituindo o casamento sério, honesto, e responsável; incesto, prostituição e adultério. Tudo isso destrói não só os corpos e a saúde física, mas também o caráter das pessoas, a começar pela baixa auto-estima. No íntimo as pessoas viciadas em sexo sabem que são desprezíveis, pois a consciência moral – característica do ser humano – as acusa (Rm 2.14-15: “Quando os gentios, que não têm Lei, fazem naturalmente as coisas que são da lei, não tendo eles lei, para si mesmos são lei; os quais mostram a obra da Lei escrita em seus corações, testificando juntamente a sua consciência, e os seus pensamentos, quer acusando-os, quer defendendo-os.”). As consequências sociais são terríveis: as crianças abandonadas pelos pais e mães que não as desejavam, são presas fáceis dos corruptores de toda espécie. Homens e mulheres que se entregam aos vícios e a toda espécie de corrupção. Então nos surpreendemos quando ficamos sabendo do tráfico de toneladas de tóxicos, do tráfico internacional de mulheres, da pedofilia praticada até por “religiosos”, de quadrilhas formadas por políticos de todos os níveis, da sociedade consumista que esbanja imensas quantias em frivolidades, desde as modas até o luxo com cachorros, consomem fortunas enquanto crianças e jovens vivem e morrem em extrema miséria. A inversão de valores é o pecado generalizado. Poucos são os que pensam nos valores morais e espirituais. E sem esses valores reconhecidos e colocados no topo de todos os valores, a sociedade humana se amesquinha, se animaliza e se destrói. O progresso das ciências, como a surpreendente tecnologia de hoje, não está voltada para o bem comum – de todos – mas só para o conforto e diversão de uma elite.[4]]
[4] O Hedonismo e suas conseqüências, Por: Rubens Osório, disponível em: Bereianos.com
Pense!

Será que a pergunta “de que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma” apresenta coerência com a realidade dos dias atuais?

Ponto Importante

O hedonismo, bem presente em nossos dias, diviniza o prazer, transformando-o em um deus ou, quem sabe, em um demônio, que fará de tudo para conseguir seu objetivo.


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II. HEDONISMO E AS OBRAS DA CARNE

1. A ideologia de gênero. O hedonismo está na base da ideologia de gênero, a qual traduz reivindicações políticas que chancelam obras da carne como a “prostituição, impureza e lascívia” (Gl 5.19). O fundamento dessa nova ideologia, portanto, são as paixões sensuais que atentam contra o denominado “instinto de preservação da espécie”, e agridem a santidade de Deus. Os seres humanos têm a identificação do gênero a partir da definição do código DNA que Deus determina para cada pessoa. Assim, eventuais alterações anatômicas, no curso da vida, proporcionadas por cirurgias de mudança de sexo e uso de hormônios, jamais transformarão homens em mulheres, ou mulheres em homens. A Bíblia diz que os que viverem segundo a carne morrerão, mas os que, pelo Espírito, mortificarem as obras do corpo, viverão (Rm 8.13). O bem supremo da vida não é o prazer, seja ele qual forma tiver, mas desfrutar de íntima comunhão com Deus, o que produz uma satisfação total, tanto nesta vida quanto na vindoura.[Em toda história da Igreja Cristã podemos pontuar vários ensinos contrários ao que a igreja professa. Isso é um fato inegável. O Cristianismo sempre sofreu oposição ideológica. A Ideologia de Gênero que tem sido pauta para os últimos debates sócio-educacionais é um assunto que precisa ser refletido com seriedade pela igreja e não pode ser ignorado, pelo simples fato de ser uma proposta alteradora do modelo bíblico para a sexualidade humana, a saber, homem e mulher (Gn 1.26-28). Ao me referir ao discurso hipermoderno sobre gênero, estabeleço uma ligação própria com a heresia, o termo usado por heresia é o que a Igreja tem professado no decorrer dos séculos, uma distorção da verdade declarada nas Escrituras de forma axiomática. A heresia é um desfoque da fala divina, é uma corrupção do ensino bíblico; e questão do gênero defendida por correntes psicológicas, antropológicas e sociológicas é uma distorção clara e confrontadora do que diz a Bíblia a respeito do homem e da mulher e de seu comportamento sexual[i].[i] Recomendo ao leitor para aprofundamento do assunto, principalmente para um alerta sobre a prática de ensino nas escolas sobre a questão gender (gênero), o site do Observatório Interamericano de Biopolítica que tem discutido de forma competente sobre o assunto de gênero (http://biopolitica.com.br/)[5]]

2. O aborto. O aborto, aos olhos de Deus, é uma obra da carne chamada homicídio (Gl 5.21). Há abundantes e irrefutáveis estudos médicos e bioéticos que demonstram que a vida começa com a fecundação. A partir daí, qualquer agressão à vida que se desenvolve no ventre materno atentará contra o mandamento de Deus (Êx 20.13), violará a cláusula pétrea (que não pode ser mudada) da Constituição Federal do Brasil de 1988, que diz ser inviolável o direito à vida (art. 5º, caput), e transgredirá o art. 2º do Código Civil Brasileiro, o qual anui que a lei “...põe a salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro”. Foi o Senhor quem trouxe à existência o ser humano, por isso Ele é chamado de o “Autor da vida” (At 3.15 — ARA). Deus zela pela vida do homem desde o início da formação do feto. Está escrito: “Os teus olhos viram meu corpo ainda informe.[...]” (Sl 139.16). Somente Deus é capaz de dimensionar o amor que Ele sente por cada pessoa que nasce, obra-prima de Suas mãos, imagem e semelhança dEle. Por isso, nenhum ser humano pode tirar a vida de ninguém. [A Bíblia nunca trata especificamente sobre a questão do aborto. No entanto, há inúmeros ensinamentos nas Escrituras que deixam muitíssimo clara qual é a visão de Deus sobre o aborto. Jeremias 1:5 nos diz que Deus nos conhece antes de nos formar no útero. Êxodo 21:22-25 dá a mesma pena a alguém que comete um homicídio e para quem causa a morte de um bebê no útero. Isto indica claramente que Deus considera um bebê no útero como um ser humano tanto quanto um adulto. Para o cristão, o aborto não é uma questão sobre a qual a mulher tem o direito de escolher. É uma questão de vida ou morte de um ser humano feito à imagem de Deus (Gênesis 1:26-27; 9:6).[6]]

3. A descriminalização das drogas. A obra da carne denominada “bebedices” (Gl 5.21) também tem sua motivação no hedonismo. É a busca pelo prazer que faz uma pessoa “gastar o seu dinheiro naquilo que não é pão” (Is 55.2). Está escrito: “Não estejas entre os beberrões de vinho... porque o beberrão...” cairá “em pobreza” (Pv 23.20,21). A ingestão de bebida embriagante tira da pessoa o bom senso, incutindo-lhe a impressão de que possui um novo “status” de poder, por provocar-lhe estranhas experiências sensoriais. Esse é o mesmo processo das drogas ilícitas modernas: maconha, crack, cocaína, LSD, êxtase, etc. Consumi-las, portanto, é uma obra da carne e, por isso, devem severamente ser combatidas. Ocorre, porém, que em diversos países do mundo, há uma onda de liberação da maconha, inclusive no Brasil, mas isso se apresenta muito perigoso. Os jovens, desprovidos de esperança e sem Deus no mundo, em busca de novas sensações, experimentarão cada vez mais substâncias psicotrópicas proibidas que poderão aprisioná-los para sempre e depois humilhá-los até à morte. [Apesar do sentido pejorativo, o termo “drogas” vem do grego pharmakeia, e significa farmácia, ou drogaria. Na Bíblia, a palavra está sempre associada à feitiçaria ou às atividades demoníacas. Há nas Escrituras várias referências que condenam os vícios e seus funestos resultados (Pv 20.1; 21.7; 31.4; Is 5.22; 28.7; Ef 5.18). Deus condena terminantemente todo tipo de vício, inclusive as drogas.]

Pense!

Se a sociedade vive “na carne”, não seria justo, do ponto de vista social, a aprovação de leis liberais que corroborem com “as obras da carne”?

Ponto Importante

“Porque, se viverdes segundo a carne, morrereis; mas, se pelo espírito mortificardes as obras do corpo, vivereis” (Rm 8.13).

III. A COSMOVISÃO JUDAICO-CRISTÃ

1. O corpo como sacrifício vivo (Rm 12.1). Enquanto o hedonismo segue transtornando o mundo, ao levar mais jovens à sensualidade, prostituição, drogas, à libertinagem e a todo o tipo de vícios, Deus oferece um jeito diferente de enxergar os valores da vida. A isso os apologistas chamam de cosmovisão (um jeito de ver o mundo) judaico-cristã, que é a síntese de tudo aquilo que foi ensinado por Deus ao longo de milênios e, benevolentemente, deixado escrito na Bíblia. O discípulo não leva a cruz sem propósito, pois sabe o que está fazendo. Ele usa a razão! É bem verdade que alegrias e delícias desta vida alcançarão os fiéis (Dt 28.1-13), mas elas não se constituem nas coisas mais importantes, apenas representam timidamente parte das alegrias e delícias que serão desfrutadas na eternidade. [Uma igreja bem doutrinada, ou seja, bem ensinada nos princípios bíblicos, gerará necessariamente bons costumes, que nunca serão impostos ou encarados de maneira legalista. Preceitos bons nascem de boa pregação, mas pregação doente gera somente crentes doentes e sem a compressão da Graça de Deus! Ainda o grande teólogo puritano J.I. Packer escreveu: “Esse ascetismo reacionário ainda sobrevive em alguns círculos na forma de tabus comunais sobre álcool, tabaco, teatro, dança, jogos, roupas elegantes, cosméticos e itens similares. Talvez tenha havido, e haja, boas razões para tais abstinências, em se tratando de decisão pessoal, mas tabus comunais tendem a entorpecer a consciência, em vez de avivá-la… O mundanismo foi definido em termos de quebras de tabus, e identificações de conseqüências mais amplas com os pecados da sociedade passaram despercebidas… O pietismo separa o mundo em vez de estudá-lo e procurar mudá-lo; é hostil ao prazer, em vez de agradecido por ele, temeroso de que o mundo adentre nossos corações montado nas costas do prazer”. [6]]

2. A mente transformada (Rm 12.2). Outro aspecto da cosmovisão judaico-cristã (que são as lentes através das quais se vê o mundo) é a necessidade de ter uma “mudança de mente”, do grego metanoia (Rm 12.2). Novos pensamentos que visem a glória de Deus, para que se compreenda toda a sua vontade. [Romanos 8.5-11 nos diz que existe uma luta interior em cada ser humano entre a carne e o espírito. Vencer o hedonismo é dizer não para as vontades da carne. A vida cristã não nega o sofrimento, nem a dor, nem as aflições, nem as frustrações e decepções. Jesus deixou claro que no mundo teríamos aflições, que não estaríamos imunes à dor, às perdas, às dificuldades dessa vida em quaisquer níveis. Contudo, a vida cristã também é otimista. Jesus disse que assim como Ele venceu o mundo, poderíamos ter bom ânimo para enfrentarmos o sofrimento até o fim. A reação cristã é, portanto, tanto realista quanto otimista. Temos a garantia da sua presença conosco (Mt 28.20), sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus (Rm 8.28), que somos guardados pelo seu poder (1Pe 1.5), que nos aguarda uma herança imarcescível, que não murcha, (1Pe1.4) e que no fim todas as lágrimas serão definitivamente enxugadas. Portanto, meus irmãos, devemos reagir ao sofrimento realisticamente, pois ele existe e está presente na nossa história temporal, mas de maneira otimista podemos enfrentá-lo com santidade de vida e confiança no Deus Eterno que dirige a nossa história. Deus nos abençoe. [7]]

3. A contracultura do Reino. Aderindo aos ensinamentos da cosmovisão do evangelho de Cristo, produzir-se-á uma contracultura aos valores infundidos pelas heresias perniciosas no seio social. A cultura do prazer (hedonismo), nisto incluída toda sorte de mazelas egoístas da sociedade contemporânea, dará lugar ao serviço sacrificial em prol dos menos favorecidos, a quem a Bíblia chama de “próximo”, à união familiar duradoura, ao desapego (e não cobiça) das coisas materiais, dentre inúmeros outros benefícios. [Crente não bebe, não dança, não fuma, não vai ao cinema, não vai a praia, não assiste TV, não ouve músicas seculares etc. Assim foi criado um estereótipo do cristão protestante, especialmente os pentecostais, que ainda permanece na sociedade. O ascetismo, marca registrada da “espiritualidade” medieval, atingiu em cheios os cristãos pietistas. Enquanto isso a sociedade hedonista busca, a cada dia, satisfação nos prazeres fúteis e passageiros desse mundo. O que é hedonismo? O que é ascetismo? E por que a igreja deve evitar essas “filosofias”? Segundo C. Stephen Evans, o hedonismo é uma “teoria ética que identifica o bem com a felicidade e entende a felicidade como a presença do prazer e a ausência da dor”. Stanley J. Grenz e Jay T. Smith definem hedonismo como “uma teoria de valor amplamente defendida que declara que o prazer é o valor intrínseco mais alto”. O ascético acredita que a prática de “exercícios espirituais” irá recompensá-lo com a salvação, pois a ascese leva o homem para realização plena da virtude e mortificação da carne. O hedonista adora o prazer, o ascético o despreza com veemência. O hedonista cultua o corpo, enquanto o ascético o vê com desconfiança. Um é anti-bíblico e o outro também. A cristandade sempre se aproximou do ascetismo, mas hoje é possível ver “cristãos” hedonistas, principalmente os contaminados pela pregação de prosperidade e saúde plena. Os “cristãos” ascetas ainda continuam, principalmente em igrejas pentecostais, contaminados pelos seus equívocos.[8].]
Pense!

A dinâmica da vida, cheia de tantos sofrimentos, não deveria ser atenuada pela busca do prazer a qualquer custo, todavia sem os excessos do pecado?

Ponto Importante

Não é possível separar a busca hedonista pelos deleites e o pecado. As verdadeiras alegrias e delícias somente são achadas à mão direita de Deus.

CONCLUSÃO

As pessoas que são ávidas pelo prazer não pensam, muitas vezes, nas consequências das suas escolhas. No princípio, a experiência parece agradável, mas, no fim, exalará o cheiro da morte. Diante disso, por amor, a igreja do Senhor não deve ficar calada, mas cumprir com ousadia o mandato cultural recebido de Deus de transformar o mundo em que se vive, porquanto “feliz é a nação cujo Deus é o Senhor”. [As consequências de uma vida entregue ao hedonismo são trágicas: violências sexuais, estupros, prostituição infantil, concubinato substituindo o casamento sério, honesto, e responsável; incesto, prostituição e adultério. O desequilibrado hedonista destrói sua vida com seu modus vivendi louco e irresponsável, enquanto o asceta não aproveita a beleza que Deus deixou nessa terra. Ambos estão errados, ambos se autodestroem, pois é comum ver hedonistas viciados em bebidas e drogas, enquanto muitos ascetas estão obesos pela vida sedentária. O cristão gosta do equilíbrio!] “... corramos, com perseverança, a carreira que nos está proposta, olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus ...” (Hebreus 12.1-2),

A Necessidade de Termos uma Vida Santa

LIÇÕES BÍBLICAS CPAD ADULTOS
3º Trimestre de 2017
Título: A razão da nossa fé — Assim cremos, assim vivemos - Comentarista: Esequias Soares
Material de apoio gratuito aos professores e alunos de escola dominical que utilizam as revistas da CPAD

- Lição 9 -
27 de Agosto de 2017

A Necessidade de Termos uma Vida Santa


COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
Quando o pecador se arrepende e aceita Jesus como seu Salvador pessoal, ele é justificado, regenerado, santificado e adotado na família de Deus. A santificação é especialidade do Espírito Santo; é instantânea, mas ao mesmo tempo progressiva, pois esse processo continua na vida do crente. O presente estudo pretende explicar a necessidade e a possibilidade de uma vida santa. [Comentário: A Palavra de Deus demonstra enfaticamente que a nossa salvação não é um fim em si mesma, antes é o início da vida cristã, através da qual nos tornamos filhos de Deus e progredimos em santificação até à consumação de todo propósito de Deus em nossa vida. Devemos estar atentos para o fato de que a salvação (justificação, regeneração, união com Cristo), não é a linha de chegada da vida cristã; antes, é o ponto de partida [1]. Um dos maiores desafios da vida para o cristão resume-se numa única pergunta: “Como viver de forma santa num mundo de tanta corrupção, podridão moral e apelos sexuais?”. Diante de tudo isso, fica difícil para o homem tomar decisões morais e éticas sob o prisma da santidade, vivendo em um mundo dominado pelo pecado e por operações malignas.] Dito isto, vamos pensar maduramente a fé cristã?
[1] Hermisten Maia Pereira da Costa em Santificação: Completa ou Processual?, disponível em:http://www.monergismo.com/textos/santificacao/santificacao_hermisten.htm

PONTO CENTRAL
É necessário e, principalmente, possível vivermos uma vida santa.

I- DEFININDO OS TERMOS


1. A santidade de Deus. Essa santidade é absoluta, pois Deus é santo em seu caráter e essência, conforme disse o profeta Amos, em duas ocasiões: "Jurou o Senhor Jeová, pela sua santidade" e "Jurou o Senhor Jeová pela sua alma" (Am 4.2; 6.8). A santidade é característica fundamental de Deus (Is 6.3; Ap 4.8). Ele é singular por causa de sua majestade infinita e também em virtude de se tratar de um Ser totalmente distinto e separado, em pureza, de suas criaturas (SI 99.1-5). Essa santidade é a plenitude gloriosa da excelência moral de Deus, que existe nEle e que nEle se originou, não tendo sido derivada de ninguém: "Não há santo como é o SENHOR [...]" (1 Sm 2.2). [Comentário: O termo "SANTIDADE" denota a transcendência de Deus, sua separação do mundo e de todas as coisas criadas. Consiste na qualidade divina de estar distinguido (separado) das coisas criadas e finitas. O termo, ao longo da história, nunca perdeu o seu sentido de transcendência ou separação do mundo. O termo em si não representava necessariamente uma importância ética, o que se demonstra pelo fato de que as coisas de uso secular eram consideradas santas quando separadas e consagradas ao serviço de Jeová — tais como o templo, o sacrifício, o sábado. Qualquer coisa relacionada diretamente com o culto ou presença de Jeová era considerada santa — Jerusalém era a Cidade Santa porque ali habitava Jeová e manifestava-se a seu povo. É evidente que a idéia de santidade não é primariamente ética em si, mas o sentido bíblico conferido ao conceito de "santo" é proeminentemente ético. Nos Salmos, Profetas e no Novo Testamento, a idéia de transcendência está presente, porém uma transcendência ética — Deus é uma pessoa, e seus caminhos e pensamentos transcendem aos do homem; Deus transcende ao homem em bondade, e isto é um aspecto ético. [2] A santidade de Deus é mais difícil de explicar do que todos os Seus outros atributos, em parte porque é um dos Seus atributos essenciais que não é compartilhado pelo homem. Fomos criados à imagem de Deus e compartilhamos muitos dos seus atributos, obviamente em um grau muito menor –amor, misericórdia, fidelidade, etc. Entretanto, alguns dos atributos de Deus nunca serão compartilhados por seres criados -- onipresença, onisciência, onipotência e santidade. A santidade de Deus é o que o separa e distingue de todos os outros seres. A santidade de Deus é mais do que Sua perfeição ou pureza sem pecado; é a essência de Sua “alteridade” -- Sua transcendência. A santidade de Deus encarna o mistério da Sua grandiosidade e nos faz olhar para Ele com assombro quando começamos a compreender um pouco da Sua majestade.[3]]

2. Significado. O verbo hebraico qadash,"ser santo", e seus derivados "santo, santificar, dedicar, consagrar", no Antigo Testamento, significam "separar". Quando aplicado à religião de Israel, tem a ideia de "separar para Deus, retirar do uso comum", tal como pode ser visto em Levítico 10.10. Isso vale para lugares (Êx 3.5), casas e campos (Lv 17.14,16), utensílios e animais (Lv 8.10,11; 10.12,13,17), o ouro do Templo (Mt 23.17,19), pessoas (Êx 28.41) e muitas outras coisas, como dias santos, festas, etc. Assim, o sentido de santidade é de afastar-se de tudo o que é pecaminoso, de tudo o que contamina. A Septuaginta traduz qadosh,"santo", pelo termo grego hagíos, "santo", palavra adotada pelos escritores do Novo Testamento. Há outro termo menos comum, mas igualmente importante, taher, "purificar", e seu cognato katharizo, no grego, usado na Septuaginta e no Novo Testamento nos sentidos cerimonial e moral.[Comentário: No Antigo Testamento encontramos a palavra qadash, para designar “santificar”. O substantivo correspondente é qodesh, enquanto o adjetivo é qadosh. Os principais significados destas palavras estão relacionados a “brilhar” e “cortar”, apontando para pureza e separação. Estas ideias podem ser melhor entendidas quando lemos o que diz estudioso Girdlestone em sua obra Old Testament Synonyms (Sinônimos no Antigo Testamento, Pg. 283), citado por Louis Berkhof em seu livro Teologia Sistemática (Editora Luz para o Caminho, 1990, Pg 531): “Os termos santificação e santidade são empregados  atualmente com tanta frequência para descrever qualidades morais e espirituais, que mal comunicam ao leitor a ideia de posição ou de relação existente entre Deus e uma pessoa ou coisa a Ele consagrada.” No Novo Testamento encontramos o verbo hagiazo, que é derivado de hagios, que também apresenta a ideia primária de separação.[4]]

3. Exclusividade. Dizer que qualquer coisa, objeto ou pessoa é consagrada, separada ou dedicada a Deus significa dizer que isso pertence a Ele (Êx 13.2) ou serve a Ele com exclusividade (Êx 30.30; Lv 20.26). O que é sagrado não pode ter uso comum; o azeite da unção e o incenso do santuário não podiam ter outro uso (Êx 30.33,38). O sagrado deve ser tratado como tal. Os antigos hebreus levavam a santidade a sério. Todos esses rituais de consagração são representações visuais de verdades espirituais reveladas no Novo Testamento (Cl 2.17; Hb 8.5; 9.9). [Comentário: As palavras "santificar", "sagrado" e "santo" são traduções da mesma palavra grega. Elas significam estar separado para um serviço especial. Na Bíblia muitas coisas além de pessoas são apresentadas como santificadas –- os móveis do Tabernáculo (Êx 40.10,11,13); uma montanha (Êx 19.23); comida (1Tm 4.5). Torna-se até possível para um crente santificar a Deus no seu coração (1Pd 3.15). Portanto, santificar, ou tornar sagrado, não significa purificar ou tornar sem pecado, mas separar alguma coisa para Deus e o serviço a Deus. Em relação ao Cristão, santificação ou santidade significa estar separado do pecado e para Deus. Existem três aspectos distintamente diferentes desta santificação: passado, presente e futuro. Todo Cristão está autorizado a falar, "fui santificado; estou sendo santificado; ainda serei santificado."[7]]


SÍNTESE DO TÓPICO I
O nosso chamado para ser santo, isto é, afastar-se de tudo aquilo que é pecaminoso, está baseado na santidade de Deus.

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II - A NECESSIDADE DE TERMOS UMA VIDA SANTA

1. Israel. O apelo à santidade diz respeito à pureza da nação de Israel para manter o povo distante da idolatria, da prostituição e de outras práticas pecaminosas. Deus escolheu Israel para ser sua propriedade particular dentre todos os povos, reino sacerdotal e povo santo: "[...] então, sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos; porque toda a terra é minha. E vós me sereis reino sacerdotal e povo santo [...]" (Êx 19.5,6). O estilo de vida dos israelitas devia estar de acordo com a santidade do seu Deus: "Santos sereis, porque eu, o SENHOR, vosso Deus, sou santo" (Lv 19.2). Essa santidade exigida era mais do que natural, porque Deus é santo (Lv 11.44), e os israelitas foram "separados", ou seja, "retirados" dentre os povos para Deus. [Comentário: Alguma vez você já pensou no grande privilégio que é ser chamado de “a propriedade peculiar de Deus”? Pois bem, o povo de Israel está recebendo do Senhor essa maravilhosa boa nova: “Vós sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos.” Mas, como todo privilégio traz consigo uma série de responsabilidades, o Senhor determinou que isso só seria possível se o seu povo vivesse sob a égide dos seus mandamentos e da sua aliança eterna. O que temos aqui é, na verdade, um pacto ou uma aliança entre o Deus libertador e o seu povo, que foi liberto da escravidão do Egito. Era muito comum na época os tratados de suserania. Quando um rei vencia uma determinada nação, o povo conquistado passava a ser seu vassalo e uma espécie de sua propriedade peculiar. Deus é o senhor supremo de todo o universo. Ele é o dono dos céus e da terra: “Toda a terra é minha” (Ex 19.5b). Porém, que maravilha Deus querer nos fazer a sua propriedade peculiar! Essa verdade é tão preciosa que será mais uma vez destacada no contexto neotestamentário na primeira carta de Pedro. Lá, o apóstolo nos revela que o propósito de Deus em nos conceder esse grande privilégio é para anunciarmos as suas maravilhosas virtudes ao mundo (1Pe 2.9).[8]]
[8] Fonte: Devocionário Cada Dia - Diogo Jorge Gonçalo

2. A Igreja. Os três propósitos de Deus com Israel são os mesmos para a Igreja: "Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz" (1Pe 2.9). Assim como os israelitas, fomos chamados por Deus e separados para o seu serviço; agora somos sacerdócio real, nação santa e povo ' adquirido. Desde os tempos do Antigo Testamento, a idolatria e a prostituição sempre caminharam juntas (Jz 8.33; Os A.13,14). Esses são os mesmos desafios da igreja hoje: "Porque esta é a vontade de Deus, a vossa santificação: que vos abstenhais da prostituição" (1Ts 4.3). Devemos fugir da prostituição e também da idolatria (1Co 6.18; 10.14). [Comentário: 1Pe 2.9-10 “Vós, porém,” nos versículos 1 a 8 Pedro estabelece um contraste entre aqueles que obedecem à Palavra e os que não obedecem a ela; entre os que aceitam e os que rejeitam a Cristo (1Pe 1.22; 2.8). Daí o motivo de ele começar o versículo 9 com uma conjunção adversativa – “porém”. Somos escolhidos para fazer parte do Reino de Deus, da nação santa, fomos eleitos pelo próprio Senhor! Temos um papel importante na história do mundo. Estamos aqui para declarar louvores a Deus àqueles que não O conhecem, para que possam receber o Seu amor e a Sua Graça, pois o Senhor nos tirou do mundo de trevas e escuridão e nos trouxe para Sua maravilhosa luz. “A palavra nação refere-se a um grupo de pessoas, isto é, um conjunto de pes­soas que pertencem a uma comunidade humana por falarem a mesma língua e compartilharem uma cultura e uma história comum. (Shedd, ob. cit., p.46). Aos Efésios, o apóstolo declarou que a igreja tem “um só Senhor, uma só fé, um só batismo; um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, age por meio de todos e está em todos” (Ef 4.5-6). Sendo assim, a igreja compartilha de muitas coisas em comum e, por isso, pode ser chamada de nação. Essa nação é “santa” porque o Deus que a escolheu é Santo. A ideia bíblica de santidade de Deus é dupla. Primeiro, Ele é absolutamente distinto de todas as Suas criaturas e exaltado sobre elas em infinita majestade (Ec 5.2); segundo, Ele não tem comunhão com o pecado (Jó 34.10; Hc 1.13; 1Jo 1.5). Desde há muito o Senhor vem dizendo ao Seu povo que Sua vontade é que ele seja santo – separado (Lv 19.1-2; 2Co 6.14-7.1; 1Ts 4.3; 1Pe 1.13-16).”[9]]

3. Uma exigência natural. Essa exigência é mais do que natural porque Deus é Santo: "mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver, porquanto escrito está: Sede santos, porque eu sou santo" (l Pé 1.15,16) assim como o é seu Filho Jesus Cristo (Lc 1.35; Jo 6.69). Da mesma maneira como Deus escolheu e santificou o povo de Israel para viver em santidade, assim também o Senhor Jesus nos chamou para vivermos uma vida santa. Israel precisava viver longe das práticas imorais dos cananeus, nós, da mesma forma devemos nos abster da prostituição. [Comentário: Quando é que algo nos pertence? Quando ganhamos, herdamos ou compramos esse “algo”. Certo? Seguindo essa ideia, a igreja é propriedade do Senhor porque Ele a comprou; não com ouro ou prata, mas com Seu precioso sangue (1Pe 1.18-19; 1Co 6.19-20; 7.23; Gl 3.13; 4.5; Cl 1.13-14; Ap 5.9). “Cristo comprou os homens para Deus ‘da terra’ (Ap 14.3), de maneira que eles se tornam propriedade de Deus, livres da escravidão do pecado e da morte, do mal e do sofrimento que importunou a sua existência terrena. O preço da compra é o sangue de Cristo”[10]. A santidade do homem é uma ordem de Deus (Lv 19.2, 1Pe 1.16b). A ideia de santidade aqui é de afastamento do mal, do pecado para uma vida consagrada a Deus. É parte da nova vida em Cristo, da Nova Aliança (cf Hb 12.14; 2Co 7.1) . A igreja precisa crescer em santidade, pois é o santuário de Deus: “no qual todo o edifício, bem ajustado, cresce para santuário dedicado ao Senhor” (Ef 2.21; 5.26-27). A santidade de Deus determina o conceito de adoração (Hb 10.22). O adorador deve se adaptar ao adorado. No serviço ao Senhor devemos nos oferecer com santo procedimento: “… sirvamos a Deus de modo agradável, com reverência e santo temor; porque o nosso Deus é fogo consumidor.” (Hb 12.28b-29) – O termo “sirvamos” pode ser traduzido por “cultuemos”. Portanto, em nosso “serviço” (culto) devemos fazer com temor e tremor. Deus quer que sejamos santos para Ele e não seguir o nosso coração enganoso (cf Jr 17.9)[11]]
[10] Apocalipse, Introdução e Comentário, George Ladd, p.70

SÍNTESE DO TÓPICO II
Da mesma forma que Deus separou Israel para ser santo, Ele separou a Igreja para ser santa.

III - A POSSIBILIDADE DE TERMOS UMA VIDA SANTA

1. A santificação posicional. É o primeiro aspecto da santificação, também chamado de santificação passada ou instantânea. É posicional porque acontece uma mudança no ser humano, de pecador para santificado em Cristo (At 26.18; 1Co 1.2). É a santificação que ocorre quando o pecador recebe, pela fé, a Jesus como Senhor e Salvador pessoal (1 Co 1.30). Essa santificação é instantânea, mas é também o começo de uma vida progressiva de santificação. Todos nós, salvos em Jesus, somos santos, e é assim que somos reconhecidos no Novo Testamento (At 9.13,32,41) e é dessa maneira que o apóstolo Paulo se dirige aos crentes nas suas epístolas (Rm 1.7). A base dessa santificação é o sacrifício de Jesus (Hb 10.10,14), mas ela é obra do Deus trino e uno por ocasião da conversão do pecador a Cristo (Jo 17.17; 1 Co 6.11; 1Pe 1.2). [Comentário: É o estamos em Cristo (2Co 5.17 e Jo 15.4). O Pr Antonio Gilberto escreve: “Santificação é um ato divino que também ocorre dentro do homem, refletindo logo em seu exterior. Daí a diferença entre santidade – um estado – e justiça – santidade prática, de vida (Lc 1.75). Na operação divina da conversão, a santidade de Cristo passa a ser a nossa santidade (Cl 2.10; 1Co 2.30; Hb 10.10,14 e Rm 8.2). Seus méritos são creditados à nossa conta. Estamos tratando da santificação posicional em Cristo, não da santificação progressiva, no viver diário do crente, como mostrada em 2 Coríntios 7.1 e Apocalipse 22.1.”[12].]

2. A santificação real. É conhecida como a santificação presente. Ela é progressiva (Pv 4.18). A cada dia avançamos em santidade: "Mas todos nós, com cara descoberta, refletindo, como um espelho, a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória, na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor" (2 Co 3.18). Observe que havia crentes carnais na Igreja de Corinto (1Co 3.3) e, mesmo assim, eles são considerados "santos", por isso precisavam de crescimento espiritual (2 Pé 3.18). De igual modo, o apóstolo Pedro exorta à santificação (1 Pe 1.15,16) os mesmos que ele antes chama "santos" 1 Pe 1.2). Isso é possível porque somos nascidos de Deus (1 Jo 4.7; 5.1) e o Espírito Santo está em nós e habita em nós (Jo 14.17; 2 Tm 1.14).[Comentário: É a salvacão do domínio e influência do pecado. Santificação bíblica significa basicamente separação para uso e posse de Deus. Uma boa definição é a de Paulo em Atos 27.23: “...do Senhor, de quem sou e a quem sirvo”. Santificação não é apenas a pessoa pertencer a Deus, mas também servi-lo. Se o leitor é um santo de Deus, certamente está servindo a Deus. Há muita santificação por aí que pode ser tudo, menos bíblica. A santificação posicional, deve tornar-se experimental no viver diário do crente. A santificação é primeiramente interna, isto é, pureza interior, purificação do pecado, refletindo isso em nosso exterior, traduzido em separação do pecado e dedicação a Deus. É um termo ligado ao culto a Deus e consagração ao seu serviço, conforme se vê no livro de Levítico, através de pessoas e coisas, sacerdotes, templo, objetos etc. Quem pensa ser santo deve ser separado do mal e dedicado a Deus para seu uso (2Tm 2.21). A santificação, como aca¬bamos de ver, tem um lado posicional e outro prático: um santo viver. A justiça é comparada a um vestido (Jó 29.14 e Is 59.17). Mas o corpo, que recebe esse vestido, como deve estar? É razoável um vestido limpo em corpo sujo? A santificação é o que Deus faz em nós. Nesse sentido, a salvação é progressiva. Uma criança nova é perfeita, mas não é adulta. Uma frutinha é também perfeita ao formar-se, mas não é madura (Ef 4.13). Tendo sido justificado, o crente progride e prossegue para a perfeição, de que em seguida nos ocuparemos. Portanto, ao estudarmos a santificação precisamos vê-la quanto à posição do crente em Jesus Cristo, e quanto ao estado do crente em si mesmo.[13]]

3. A santificação futura. É o terceiro aspecto da santificação, conhecido também como "glorificação" (Fp 3.11). Na ressurreição, seremos completos, e isso é extensivo à santificação, quando o Senhor Jesus declara "que transformará o nosso corpo abatido, para ser conforme o seu corpo glorioso" (Fp 3.21). É nessa ocasião que veremos a Deus como Ele é (1Jo 3.2). Essa é a nossa esperança. [Comentário: glorificação: Será a salvação da presença do pecado em nossa vida. A glorificação é a inteira conformação com Jesus Cristo (Rm 8.23 e 1Jo 3.2). É a perfeição do crente. Na glorificação, a salvação envolverá o corpo físico, então glorificado. Estaremos ressuscitados. Estaremos no Céu (Rm 13.11; 2Co 5.2,4; Fp 2.12 e Hb 9.2). Será redenção do corpo (Rm 8.23). A glorificação será o que Deus fará conosco.[14]]
4. É possível ser santo? Sim! É possível. E deve ser o desejo de todo cristão se parecer com Jesus e ter uma vida santa, assim como o Mestre teve. Pela sua infinita graça, Deus concede vida santa a todos os pecadores, desde que eles se arrependam e confessem o nome de Jesus (Rm 10.9,10). Assim, Deus disponibilizou três meios para a santificação: o sangue de Jesus: "E, por isso, também Jesus, para santificar o povo pelo seu próprio sangue, padeceu fora da porta" (Hb 13.12); o Espírito Santo (2 Ts 2.13); e a própria Palavra de Deus (Jo 17.17; Ef 5.26). O Senhor nos forneceu todos os recursos necessários para uma vida santa e separada do mundanismo (Rm 12.1,2). [Comentário: 1. O Sangue de Cristo: “Se, porém, andarmos na luz, como ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado” (1 Jo 1.7). O Sangue fala da nossa posição perante Deus. É uma obra consumada que concede ao pecador arrependido um lugar na presença de Deus (Hb 13.12; 10.10, 14; 1 Jo 1.7). Observemos que, como resultado da obra consumada de Cristo, o pecador arrependido é transformado de pecador impuro em adorador santo. A santificação é o resultado dessa maravilhosa obra redentora do Filho de Deus, ao oferecer-se no Calvário para aniquilar o pecado pelo seu sacrifício. Em virtude desse sacrifício, o crente é eternamente separado para Deus; sua consciência é purificada e ele próprio é unido em comunhão com o Senhor Jesus Cristo (Hb 12.11; 9.14). À luz de 1 Jo 1.7 fica claro que o que remove essa barreira, que é o pecado, entre o ser humano e Deus, para que flua entre ambos a comunhão, é o Sangue eficaz de Jesus Cristo. Não há ninguém perfeito, mas é possível andar em comunhão com Deus, desde que o Sangue do Cordeiro esteja nos purificando. Não há comunhão com Deus se não debaixo do sangue de Cristo (1 Jo 1.9).
2. O Espírito Santo: “E não vos embriagueis com vinho, no qual há dissolução, mas enchei-vos do Espírito” (Ef 5.18). É impossível a santificação sem a operação do Espírito Santo. Diríamos que Ele é o agente, o dinamizador. O ensino bíblico deixa bem claro este fato (1 Co 6.11; 1 Pe 1.1, 2; Rm 15.16). “Da mesma forma que o Espírito Santo pairava sobre o caos original (Gn 1.2), seguindo-se o estabelecimento da ordem pelo Verbo de Deus assim o Espírito paira sobre a alma humana, fazendo-a abrir-se para receber a luz e a vida de Deus” (2 Co 4.6). O Espírito Santo toma o imundo e o leva ao santo. Fez o que aconteceu na casa de Cornélio (At 10). E agora os gentios são aceitos na família de Deus porque foram santificados, separados pelo Espírito Santo. Para uma vida de santidade o Espírito Santo terá de entrar em cena. Homens e mulheres santos são aqueles em que o Espírito Santo trabalha.
3. A Palavra de Deus: “Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor. Todo ramo que, estando em mim, não der fruto, ele o corta; e todo o que dá fruto limpa, para que produza mais fruto ainda. Vós já estais limpos pela palavra que vos tenho falado” (Jo 15.1-3). Os cristãos são descritos como sendo gerados pela Palavra de Deus (1 Pe 1.23). A Palavra de Deus desperta as pessoas para compreenderem a insensatez e impiedade de suas vidas. Quando dão importância à Palavra, arrependendo-se e crendo em Cristo, são purificados pela Palavra que lhes fora falada. Esse é o início da purificação, que deve continuar através da vida do crente. No início de sua consagração ao ministério, o sacerdote israelita tomava um banho cerimonial completo, banho que nunca se repetia, era uma obra feita uma vez para sempre. Todos os dias, porém, era obrigado a lavar as mãos e os pés. Da mesma maneira, o regenerado foi lavado (Tt 3.5, Jo 13.10); mas precisa de uma separação diária das impurezas e imperfeições conforme lhe foram reveladas pela Palavra de Deus, que serve como espelho para a alma (Tg 1.22-25). Deve lavar as mãos, isto é, seus atos devem ser retos; deve lavar os pés, isto é, “guardar-se das imundícias em que tão facilmente tropeçam os pés do peregrino, que anda pelas estradas deste mundo.[15]]

SÍNTESE DO TÓPICO III
A santificação tem uma perspectiva passada, presente e futura, destacando a suficiência do sacrifício de Cristo.

CONCLUSÃO
O nosso dever não consiste apenas em nos afastar do pecado e de toda a forma de paganismo, mas também de combatê-los com a pregação do evangelho e com nossa maneira de viver, assim como fizeram os primeiros cristãos. O cristianismo é a única religião do planeta que tem o Espírito Santo (Jo 14.16,17). É Ele quem nos capacita a viver em santidade e a vencer as tentações. Somos privilegiados porque temos Jesus e o Espírito Santo. [Comentário: Somos posicionalmente santos e esta posição nos obriga a vivermos em santidade. A santidade implica principalmente na mortificação do pecado que habita em nós e em viver de acordo com a vontade de Deus revelada nas Escrituras. Sabemos que embora santificados, o velho homem permanece em nós e carece de ser mortificado diariamente, pelo poder do Espírito Santo. Sendo pelo poder do Espírito Santo, a santificação deve ser um processo irresistível na vida do verdadeiro salvo; o alvo da escolha de Deus é que sejamos santos e irrepreensíveis diante dele (Efésios 1.4), para isso nos escolheu mediante a santificação do Espírito (2Ts 2.13).] “... corramos, com perseverança, a carreira que nos está proposta, olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus ...” (Hebreus 12.1-2),


Boa aula a todos em nome de Jesus.
Ore por nós - Narciso e Família